Entenda a regra nova da final do AMA Supercross 2016 na categoria 250, em Las Vegas

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final do ama sx 2016 cooper webb
Cooper Webb busca bicampeonato – Crédito: AMA SX

 

A final do AMA Supercross 2016 está marcada para este sábado, 7, em Las Vegas, Nevada. A cidade das luzes, dos jogos, dos casamentos, das lutas e das festas recebe o AMA SX desde 1990, mas esta será a primeira vez que a final da categoria 250 terá um regulamento tão polêmico.

Você está acostumado a ver os pilotos do Oeste contra o Leste, numa final do AMA que “mede” quem é o melhor do ano na categoria, mas que não conta pontos para o campeonato. Porém, em 2016, a organização resolveu apimentar as coisas fazendo os pontos do “shootout”, da grande final, valer para os dois lados.

Então imaginemos: Malcolm Stewart e Aaron Plessinger brigam pelo título da região Leste, separados por 14 pontos. Cooper Webb e Joey Savatgy disputam a taça do Oeste, com 16 pontos de vantagem para Webb. Se nada der errado nas classificatórias (heats) – que acontecem separadas por região -, os quatro estarão no gate para a corrida final (Main Event). E os pontos da final serão corridos, sem fazer distinção à conferência que o piloto participa.

>>> Acesse a classificação do campeonato

Isso significa que pilotos da Costa Oeste podem atrapalhar/ajudar pilotos da Costa Leste e vice-versa. Digamos que Cooper Webb (Oeste) vença a final, com Aaron Plessinger (Leste) em segundo, Joey Savatgy (Oeste) em terceiro, e Malcolm Stewart (Leste) termine em sexto, sétimo, por azar. Não importa se Stewart tenha sido o segundo melhor do Leste, não fará pontos como segundo, e sim como sexto, sétimo, a posição que conquistou no Main Event.

Para usar o exemplo de Jeff Emig, ex-piloto e comentarista da Fox Sports norte-americana, Cooper Webb, por não ser um especialista em largadas, pode ser prejudicado por este regulamento, ainda mais que a concorrência será maior nesta final do que nas etapas anteriores. Webb, inclusive, foi um dos pilotos que reclamou do regulamento. Ele também estaria se recuperando de uma lesão no pulso (que não foi confirmada).

É lógico que para o público essa fórmula traz mais emoção. Faz mais sentido se há pontos em jogo. E uma baguncinha na regra sempre apimenta as coisas. Você aposta em quem?

 

 

Classificação da 250 – Leste

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1.     Malcolm Stewart, Haines City, Fla., Honda – 160
2.     Aaron Plessinger, Hamilton, Ohio, Yamaha – 146
3.     Jeremy Martin, Millville, Minn., Yamaha – 141
4.     Martin Davalos, Clermont, Fla., Husqvarna – 130
5.     Shane McElrath, Canton, N.C., KTM – 109
6.     Tyler Bowers, Corona, Calif., Kawasaki – 108
7.     Gannon Audette, Tallahassee, Fla., Kawasaki – 105
8.     RJ Hampshire, Brooksville, Fla., Honda – 99
9.     Anthony Rodriguez, Cairo, Ga., Kawasaki – 78
10.  Matt Bisceglia, Weatherford, Texas, Suzuki – 68

 

Classificação da 250 – Oeste

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1.  Cooper Webb, Newport, N.C., Yamaha – 170
2.  Joey Savatgy, Thomasville, Ga., Kawasaki – 154
3.  Christian Craig, Corona, Calif., Honda – 147
4.  Zach Osbourne, Lake Elsinore, Calif., Husqvarna – 132
5.  Colt Nichols, Muskogee, Okla., Yamaha – 132
6.  Mitchell Oldenburg, Alvord, Texas, KTM – 113
7.  James Decotis, Peabody, Mass., Honda – 109
8.  Kyle Peters, Greensboro, N.C., Honda – 100
9.  Kyle Cunningham, Willow Park, Texas, Suzuki – 78
10.  Jordon Smith, Belmont, N.C., Honda – 77

 

A pista da final do AMA SX, no Sam Boyd Stadium

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Repare na largada, que dá a volta por fora do estádio

 

 

AO VIVO

A transmissão ao vivo do AMA SX, você sabe, é uma confusão para nós, meros mortais brasileiros. Os links pirateados têm falhado nas últimas etapas, e por isso é impossível prever se conseguiremos ou não assistir ao vivo neste sábado, 7.

De qualquer maneira, os treinos são liberados. CLIQUE AQUI PARA ASSISTIR!

Se houver transmissão ao vivo, o link citado acima indicará o caminho. Caso não tenha, você pode ver tudo no BRMX assim que as corridas terminarem. E pode também acompanhar o “live timing”.

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