Mitch Payton fala dos planos do time Monster Energy Pro Circuit Kawasaki

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\”Os caras de Mitch\” para 2013 – Foto: Divulgação PC Team

Neste ano de 2012, o maior time da categoria 250cc dos Estados Unidos venceu “apenas” o motocross, perdendo o supercross no Oeste e no Leste.

Para a temporada 2013, a Monster Energy Pro Circuit Kawasaki terá o maior número de pilotos de todos os tempos desde 1991, quando começaram os trabalhos. Serão seis, e dois deles correrão a temporada do motocross na 450.

Tempos de mudanças no PC Team?

Mitch Payton, a cabeça pensante da equipe, revelou seus planos ao site norte-americano RacerX. O BRMX traz os melhores trechos para você.

Por que seis pilotos?
Mitch Payton: Foi meio estranho. Tínhamos quatro assinados (Blake Baggett, Justin Hill, Darryn Durham, Martin Davalos), e logo tivemos uma porção de lesões. Eu queria achar algo para Tyla (Rattray). Tínhamos ele no ano passado, e o queríamos para a 250, mas a Kawasaki precisava dele na 450 como um “reserva” de Ryan (Villopoto). E Tyla queria isso. Só que ele se machucou. Agora quero ver ele correr uma temporada completa no motocross. E ele pode nos ajudar no SX, onde temos alguns machucados.

Assim que fechamos com Tyla, o agente de Dean (Wilson), o Tony (Gardea), me ligou. Me falou que as coisas não estavam funcionando e ele precisava de uma casa. Igual Tyla, ele queria correr de 450. Mas, para nossos patrocinadores, precisamos ser fortes na 250. Ele aceitou correr a 250, mas isso causou “problemas” entre os patrocinadores. Se você tem um acerto, não é muito fácil aparecer e dizer: “agora são seis”. Mas como Dean é como se fosse da família, demos um jeito.

Como vai ser “policamente” correr a 450 no motocross? Vocês estarão disputando contra Ryan Villopoto e Jake Weimer (os oficiais da Kawasaki).
Mitch Payton:
Acho que vai ser tudo “ok”. Acho que Villopoto é o cara a ser batido. Não acho que, por termos caras na 450, ele vá perder o sono. E nunca faríamos isso se a Kawasaki não quisesse. Além disso, Reid (Nordin), da Kawasaki, queria o Dean Wilson na equipe. A verdade é: se não tivermos apoio para os nossos garotos, para onde eles irão? Eles deixarão a PC, a Monster, a Kawasaki, e se você deixá-los ir, provavelmente jamais conseguirá trazê-los de volta.

Como a Kawasaki teve Justin Bogle uma vez e perdeu para a GEICO, e Baggett esteve por sair para ir para a Suzuki. Seria esse um momento de reflexão? Vamos encarar: a GEICO está formando grandes times.
Mitch Payton:
GEICO tem feito um grande trabalho. São grandes competidores. Mas também acho que a KTM é forte e eu não subestimo ninguém. GEICO tem investido dinheiro e buscado assinar com jovens promessas ainda antes que nós fazemos. Nós sempre fomos um time de Lites, e sempre estivemos ao lado da Kawasaki apoiando seu programa infantil. Mas o que penso é: se patrocinarmos esses amadores como profissionais, onde isso vai parar? Gosto do jeito que a Kawasaki faz: pegamos cinco ou seis garotos, oferecemos o mesmo equipamento a todos, analisamos, e vemos qual tem mais a contribuir, e daí trouxemos aos profissionais. Na maioria das vezes, isso funciona, mas temos perdido pilotos para outros times nos últimos anos. É que agora tem gente indo fundo nesse negócio. Vamos ver no que vai dar.

O que você diz sobre não ter ganho nenhum título de supercross esse ano?
Mitch Payton:
A verdade é que apenas um piloto pode ganhar o título. É mais fácil entender se pensarmos que nem os nossos seis podem ganhar títulos. Apenas um em cada campeonato pode. Buscamos os melhores talentos, mas os outros times estão correndo atrás. Agora, quando procuramos um piloto, as equipes ficam sabendo e vão atrás dele, oferecendo mais dinheiro. Chegam a oferecer o dobro!

E sobre o programa da 450. Como você avalia?
Mitch Payton:
Li em alguns lugares que perdemos o foco por causa da 450. Não concordo. Leva tempo para testar e conseguir as peças. Mas, por que não seguir? GEICO faz isso com Kevin Windham e costumava fazer com Mike LaRocco, o que lhes dá exposição na grande categoria. É bom. Sempre que se compete nesse nível, se aprende algo.

Mas é uma análise em cada caso ou é um programa? Você terá pilotos na 450 em 2014?
Mitch Payton:
O plano é ter um time de 450 em 2014, no SX e no MX, sendo Dean Wilson um dos pilotos. Vamos avaliar quem será o segundo piloto. É o primeiro passo. Estamos nisso e temos que ver se a Kawasaki estará também – o que acho bem provável. Também acho que o foco não será buscar um piloto de fora, e sim dar a chance a um dos nossos.

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