Declarações polêmicas de pai de Ken Roczen criam mal-estar entre atleta e equipe RCH Suzuki

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Roczen e o pai – Crédito: Simon Cudby

 

O mundo do motocross amanheceu nesta quinta-feira, 20, com uma polêmica que chamou atenção da mídia especializada ao redor do planeta. O pai de Ken Roczen, Heiko Klepka, concedeu e entrevista à Cross Magazin (revista alemã) criticando cruelmente a equipe do filho, a RCH/Suzuki.

O ano não tem sido dos melhores para Kenny, que teve apenas duas vitórias do AMA Supercross e outras duas no AMA Motocross, quebrou a parceria com o treinador Aldon Baker (com quem trabalhou na conquista do AMA MX 2014), e sofreu diversas lesões durante a temporada. Para completar, o pai saiu com esta, colocando o filho em situação complicada perante os donos do time e companheiros de trabalho.

– A RCH não é uma equipe, é apenas um grupo aleatório de pessoas independentes. Não há espírito de equipe, porque todos trabalham para o próprio interesse. Nunca vi isso em todos os anos de competição! Ken deveria deixar a equipe imediatamente – disse o pai do piloto.

Obviamente, Roczen ficou desconfortável e não concordou com a postura do pai, apresentando sua opinião à imprensa:

– Eu não sabia sobre essa entrevista. Fiquei chocado quando li! Estou com 21 anos, posso falar por mim mesmo e eu escolhi estar nessa equipe. Foi uma decisão minha e de mais ninguém. Tivemos diferenças? Sim. Trabalhamos duro para tentar mudar as coisas? Sim. As últimas corridas têm sido melhores para mim, estamos em um ano difícil e ainda estamos tentando. Nada é perfeito. A única pessoa que pode tomar uma decisão, sou eu. Meu pai está muito longe daqui – comentou o piloto.

A equipe RCH ou seu proprietário, Ricky Carmichael, ainda não haviam se pronunciado oficialmente sobre o assunto até o fechamento desta matéria. Vale lembrar que já surgiram boatos de uma saída de Kenny da Suzuki para a Honda.

 

 

Outras declarações de Heiko Klepka

:: Sobre a equipe
– A Equipe RCH Racing não é um time, é apenas um grupo aleatório de pessoas independentes. Não há espírito de equipe, porque todos trabalham para o próprio interesse. É tudo por dinheiro. Há pessoas lá dentro que não tem nenhuma função específica, mas são pagos. Por exemplo, Mark Johnson, trazido por Ricky Carmichael. Este homem é arrogante e não entende nada sobre suspensões. Isso afeta o desempenho do meu filho. A equipe trata somente de patrocínios e dinheiro, Ken é apenas uma jogada. Eu nunca vi algo como isso em todos os anos de competição.

:: Sobre o mecânico
– Ken deveria deixar o time imediatamente. Mas não é simples, porque seu mecânico está envolvido com a equipe. Acaba violando o contrato e ele teria que pagar dois milhões de dólares. Meu filho não tem controle sobre a moto ou o time. As pessoas tentam separar Ken de Kelly Lumgair (mecânico de longa data do piloto). Foi muito difícil Kelly aceitar ir para a Suzuki e agora ele retorna à KTM. Vocês tem alguma dúvida?

:: Sobre Ricky Carmichael, dono do time
– Claro que Ricky não é uma má pessoa, mas como chefe de equipe é um insulto para Ken Roczen. É difícil acreditar, mas ele aparece poucas vezes no ano e deixa escapar questões essenciais. Sei que ele nem assiste as corridas do meu filho. Fora isso, ele parece estar satisfeito.

:: Eles mentiram para o Ken Roczen desde o início?
Vou encurtar o assunto: ninguém coopera um com o outro, eles apenas constroem a moto. Nem sequer começaram a prepará-las para o Supercross!

:: Roczen procura soluções
– Nós tentamos trazer um cara especialista em suspensão, e claro, ele foi rejeitado. A suspensão veio e foi completamente ignorada pela equipe. Ricky sabia quem ele era e porque estava entre nós e apenas perguntou se estava passando suas férias aqui. Eles tentaram entrar em contato com vários patrocinadores mas não tiveram sucesso pois a RCH Racing não é uma equipe de fábrica. Apenas a Suzuki EUA ofereceu ajuda, mas foi negada pela RCH.

:: Como o problema poderia ser resolvido
No meio da temporada, eles deviam ter demitido todas as pessoas incapazes e substituir por pessoas confiáveis. Então teríamos o incomparável Ken Roczen na Suzuki. Seria a única escapatória dele.

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