Bogle: estou numa equipe que me acolhe e faz qualquer coisa para eu ser bem-sucedido

Justin Bogle estará de equipe nova na temporada 2019 do AMA Supercross e AMA Motocross

 

Conforme muitos de vocês devem ter lido na reportagem “Equipes para o AMA SX e AMA MX 2019 na categoria 450 (leia aqui)”, Justin Bogle está assinando com a novíssima equipe Phoenix Racing Honda para 2019, após uma passagem frustrante pela Autotrader Yoshimura Suzuki, numa temporada marcada por lesões, cirurgias e concussões.

Em entrevista recente ao site racerxonline.com, Bogle falou sobre as expectativas para a próxima temporada, agora na nova equipe.

Confira abaixo a tradução na íntegra.

 

Ei, Justin, como vai?

Cara, agora estou feliz, estou bem.

Descobri muitas coisas e, principalmente, estou extremamente otimista com o futuro, o que é muito legal porque tive momentos muito sombrios, especialmente nos últimos 12 meses.

2018 será lembrado como um ano sombrio para mim.

Pessoalmente as corridas e os bastidores não foram nada legais para mim, então está muito bom do jeito que as coisas estão agora.

Não posso falar muito sobre a situação com a próxima equipe porque ainda temos muitas coisas para acertar.

É muito, muito bom ser desejado e sentir que todos ao seu redor estão dispostos a dar um passo extra, especialmente quando você está trabalhando nesse momento.

Isso torna tudo mais agradável. Estou muito empolgado com a próxima temporada e com o futuro.

Estou muito animado com tudo isso.

Tive que lidar com cirurgias, concussões e algumas outras coisas neste ano, estou voltando a treinar de moto e me sentindo mais forte do que antes.

 

Sim, as lesões no esporte são onipresentes. Alguma coisa pode ser feita para atenuar isso, mesmo que seja algo pequeno?

Não sei, é o tipo de coisa que pode acontecer.

Agora, com a proximidade da nova temporada e com a rapidez com que estamos trabalhando, fica difícil pensar em algo.

A margem de erro é super, super pequena e eu acho que se você não está 100% focado em todos os momentos, pode acabar sendo surpreendido.

Muito disso tem a ver com o conforto da motocicleta em que você está, seu treinamento e ser capaz de acertar e seguir em frente.

Eu poderia enxergar só as coisas ruins que aconteceram, as lesões que eu tive ao longo da minha carreira profissional, mas ao mesmo tempo, tudo isso me ajudou a chegar onde eu estou agora.

Aprendi mais do que jamais teria aprendido.

Eu ainda sou jovem.

Alguns me enxergam como veterano, mas foi apenas minha segunda temporada na 450.

Ainda sou jovem, mas já aprendi tanto que fico muito otimista em relação ao futuro.

Estou extremamente confiante em mim mesmo.

 

Você está assinando com a Phoenix Racing Honda, uma totalmente nova no cenário do supercross e do motocross em 2019. Você pode falar mais sobre isso?

Sim, estou muito animado.

Novidades sempre me deixam um pouco tímido.

O desconhecido sempre é um pouco assustador, mas temos Justyn Amstutz na equipe.

Já trabalhei com ele anteriormente e ele tem sido extremamente útil, fez tudo que disse que iria fazer, estou muito animado com o que podemos fazer no futuro.

Muito do meu otimismo vem desta situação também.

Acho que há muitas oportunidades de crescimento se temos as pessoas certas trabalhando ao nosso lado, além do que, já temos muito potencial para fazer coisas grandes acontecerem.

Sinto que estou numa equipe que me acolhe e que faz qualquer coisa para eu ser bem-sucedido, e melhor, voltando a pilotar uma moto com a qual eu andei na maior parte da minha carreira profissional.

Você sabe, tenho esse bom pressentimento com as coisas.

Com exceção dos problemas, que podem surgir ao longo do caminho, estou muito confiante de que teremos um bom grupo e uma situação bem legal para a nova temporada que se avizinha.

Ele teve uma passagem frustrante pela Autotrader Yoshimura Suzuki em 2018

Parece que a sua nova equipe está numa situação de trabalho em progresso, em que algumas coisas estão sendo verificadas. O que você pensa sobre isso?

Sim, há ainda algumas coisas que precisam ser verificadas, mas muitas dessas coisas estão fora das minhas mãos.

Justin, assim como o dono da equipe, David, está com o trabalho em andamento, mas eu estou muito empolgado com isso.

Você sabe, a temporada deste ano foi difícil.

Não foi culpa da JGR que algo tenha acontecido comigo, fui eu que me lesionei.

Não me aproximei o suficiente para construir um relacionamento com a equipe e fazer as coisas acontecerem, digamos que eu não estava lá o suficiente.

A vibe agora na nova equipe é muito positiva.

Tem havido muita participação minha, do Jimmy e de todos os envolvidos, o que também é bom.

Eu só queria fazer algo diferente.

E esta nova equipe é um lugar onde podemos fazer isso.

 

Sim, exatamente, você vai lá, consegue bons resultados e acaba sendo notado pelas pessoas, certo?

Claro.

Na realidade, isso é tudo que importa, certo?

Tudo o que importa é descobrir o que é preciso para você obter os resultados que você é capaz de obter.

Para mim é aprender, estar na situação certa, ter as pessoas certas ao meu redor e usar o que aprendi para me entender.

Nem tudo funciona para todos, então você tem que passar por essas coisas, tem que errar até acertar.

E a partir do momento que você acerta as coisas começam a acontecer.

Você vai bem, sua equipe recebe mais ajuda, mais financiamento e as coisas começam a funcionar.

Se você não vai bem, as coisas não vão para frente na maior parte do tempo.

Esses desafios são motivadores.

São super motivadores.

Muitas das pessoas envolvidas estão extremamente motivadas porque muitos de nós temos a sensação de: “ok, vamos passar por isso. Você não é bom o suficiente agora. Você não entende”.

Passei muito por isso na minha carreira e os momentos em que fiz algo que vale a pena foram nesses momentos.

Não é uma equipe de fábrica, temos um longo trabalho pela frente, mas vai ser legal.