Youthstream reforma regulamento e une categorias MX1 e MX2 nos Grandes Prêmios do Mundial de Motocross sediados fora da Europa

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A organizadora do Mundial de Motocross – Youthstream – anunciou uma reforma importante no regulamento, que vai influenciar diretamente no GP Brasil de 2013.

Não apenas no Brasil, mas em todos os GPs fora da Europa – Catar, Tailândia e México –, haverá apenas uma classe, juntando os pilotos das categorias MX1 e MX2.

No novo formato, as categorias correrão juntas mas somarão pontos separadas – parecido com o Motocross das Nações. Inclusive as classificatórias de sábado serão unidas.

A organização montou um ranking para escolher os 15 pilotos de cada classe que formarão os gates nestas provas fora da Europa. Para completar os 40 no gate, dez pilotos locais – independente da categoria – terão que se classificar.

A medida, de acordo com a nota da YS, é para adaptar o motocross ao momento da economia mundial, e pode ser estendida aos GPs europeus, com algumas modificações, a partir de 2014.

– Algumas pessoas podem ver isso como uma \”revolução\”, mas na verdade é a evolução para fazer o “FIM Motocross World Championship” se tornar um campeonato mundial de fato: multi-cultural, multi-racial, que cobre a mundo inteiro com seus eventos. Mudanças muitas vezes trazem outras mudanças, e nós vemos que agora é a hora certa para isso acontecer. É importante tornar o motocross mais atraente, com mais emoções. O nosso programa tem de ser compreensível para os telespectadores internacionais, e fácil de transmitir nas grandes emissoras de TV. É por isso que estamos propondo algumas mudanças necessárias, e radicais, para o formato dos GPs – diz Giuseppe Luongo, presidente da Youthstream.

A Youthstream pensa em chegar a um modelo ainda diferente, e “melhor”, nas próximas temporadas. Assim, a partir de 2014, haveriam três finais no domingo. Uma bateria da MX1, uma bateria da MX2 e uma corrida “unificada”, chamada de “Super Final”.

De acordo com Luongo, desta maneira seria mais fácil para os fãs entenderem o motocross e para as televisões transmitirem.

Quem virá ao GP Brasil?

O modelo adotado vai priorizar os atletas \”top\” e o GP Brasil continuará recebendo os melhores, como Antonio Cairoli, Clement Desalle, David Philippaerts, Max Nagl e Jeffrey Herlings, mas não terá os atletas do segundo pelotão – o que antes já acontecia porque as equipes menores dificilmente mandavam seus atletas \”overseas\”. Mesmo assim, se um piloto que não estiver nesta lista quiser participar destes Grandes Prêmios por conta própria, poderá fazer.

Os 15 pilotos de cada categoria escolhidos pelo ranking da YS receberão apoio financeiro para as viagens ao Catar, Tailândia, Brasil e México. Para começar, as 30 vagas serão cedidas para as equipes que mais participaram do Mundial nos últimos três anos, da seguinte maneira:

MX1
Red Bull KTM  – 2 pilotos
Rockstar Energy Suzuki World MX1 – 2 pilotos
Monster Energy Yamaha – 2 pilotos
Kawasaki Racing Team – 2 pilotos
Honda World Motocross Team – 2 pilotos
LS Honda Racing – 2 pilotos
Ricci TM Factory Team – 1 piloto
CLS MX1 Monster Energy Pro-Circuit – 1 piloto
Honda Gariboldi – 1 piloto

MX2
Red Bull KTM Factory Racing – 2 pilotos
CLS MX1 Monster Energy Pro-Circuit – 2 pilotos
Monster Energy Yamaha Dixon – 2 pilotos
Rockstar Energy Suzuki Europe – 2 pilotos
Nestan JM Racing KTM – 2 pilotos
Rockstar Bud Racing Kawasaki – 2 pilotos
Ricci TM Factory Team – 1 piloto
Honda Gariboldi – 1 piloto
HM Plant KTM UK – 1 piloto


Entenda como será a base da programação dos quatro GPs fora da Europa

Sábado
Treino livre 1
Treino livre 2
Corrida pré-classificatória
Corrida classificatória

Domingo

Warm-up
Corrida 1 (MX1/MX2)
Corrida 2 (MX1/MX2)