Yamaha com partida elétrica é testada no Mundial de Motocross 2014

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Jeremy Van Horebeek durante o GP Brasil 2014 – Foto: Mau Haas / BRMX

 

O Mundial de Motocross costuma ser palco de inovações, protótipos e novidades interessantes em se tratando de tecnologia para as motos. Uma das novidades que têm chamado atenção nesta temporada é a partida elétrica da Yamaha YZ 450F de Jeremy Van Horebeek. O belga está fazendo uma grande temporada com seis pódios em sete rodadas e o sistema (único utilizando tecnologia japonesa na MXGP – a KTM e a Husqvarna utilizam, mas são europeias) demonstrou muita competência duas vezes na Itália, e depois em Sevlievo, na Bulgária, onde Horebeek teve uma pequena queda e depois se recuperou para chegar em quarto.

– Este é um projeto da YRRD (Yamaha Rinaldi Research and Development), empresa que trabalha para nossa equipe. É um projeto que nós começamos no último inverno, mais ou menos em outubro, e fizemos testes em dezembro. Tivemos uma ótima impressão sobre o protótipo e ele realmente funcionou bem. Usamos ele pela primeira vez em Montevarchi para a última etapa do MX Internacional da Itália e ficamos muitos satisfeitos – disse o chefe da equipe Yamaha Factory Racing, Massimo Raspanti.

– Vimos os benefícios na Itália (pelo Mundial de Motocross, em Arco di Trento) quando Jeremy cometeu dois pequenos erros, parando a moto. Então ele apertou o botão e com isso perdeu apenas um ou dois segundos. Isto significa uma grande vantagem e um excelente trabalho da YRRD – acrescentou o italiano.

Há rumores de que as motos Honda também possam estar trazendo um sistema de partida elétrica até o fim da temporada.

– Cada equipe deve estar pensando nisso. Lembro que a Yamaha experimentou algo assim em 1997 com Peter Johansson e Andrea Bartolini nas 400cc quatro-tempos, em alguns testes e corridas internacionais, portanto não é algo tão novo assim para a Yamaha – comentou Raspanti.

Porém, quanto tempo levará para a Yamaha com partida elétrica chegar ao público em geral é a grande questão.

– Isso depende da decisão no Japão, mas acho que pelo menos na próxima temporada mais equipes terão o sistema elétrico – opinou Raspanti, que também falou um pouco sobre as desvantagens do sistema.

– Eu não pesei, mas acho que a moto fica um pouco mais pesada. É um pouco semelhante ao que aconteceu uns anos atrás quando nós mudamos de carburação para injeção eletrônica. A moto ficou um pouco mais pesada no início, mas as vantagens valiam a pena – finalizou o italiano.