Villopoto fala sobre estreia no Mundial de Motocross 2015 e se prepara para a segunda etapa, na Tailândia

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Ryan Villopoto na estreia do Mundial de Motocross 2015 – Foto: Youthstream

 

O Mundial de Motocross 2015 se encaminha para a segunda etapa, que será realizada neste fim de semana, 7 e 8, na Tailândia. Depois da etapa de abertura, há uma semana, no Catar, muito se comentou sobre o desempenho abaixo do esperado por Ryan Villopoto, a principal novidade do circuito nesta temporada. Até mesmo a vitória contundente e surpreendente do alemão Max Nagl ficou em segundo plano por causa de RV2, que terminou o GP na sétima posição.

Todos esperavam que RV brigasse pela vitória, ainda mais que o circuito de Losail se apresentou relativamente fácil em anos anteriores. Mas a irrigação deste ano foi mais pesada e os buracos e canaletas ficaram maiores. Villopoto teria escolhido um acerto de suspensão para um terreno mais duro, e além disso teve que se recuperar de duas quedas na primeira bateria, além de ficar sem freio traseiro na segunda corrida.

O jornalista inglês Adam Wheeler, parceiro do BRMX e editor da OTOR Mag, conversou com Villopoto após o GP do Catar para saber como o piloto da Kawasaki avaliava sua estreia. Wheeler compara a estreia de Villopoto no Mundial de Motocross como um trailer de um filme bom, daqueles que você fica com vontade de ver mais. Mas e RV2, o que disse? Confira a entrevista!

>>> Acompanhe a segunda etapa ao vivo na madrugada deste domingo, 8

– Tudo o que sei é que cada vez que entramos na pista ficamos melhores. De ontem para hoje já foi melhor. Temos algumas coisas para trabalhar na moto. Não é uma configuração igual dos Estados Unidos, apesar de ser parecida. Vamos trabalhar nisso – disse Villopoto no início da conversa.

Sobre esta pista, este lugar, no Catar. Como foi isso para você?
RV2: Acho que é um tanto singular, sob essas luzes. Foi bom, mas sempre pode ser melhor para uma corrida noturna. Conseguimos “ok” pontos, e para mim tem sido sobre aprender como as coisas funcionam, como é o sistema do Mundial. Eu não pilotava no sábado para correr no domingo, nem fazia dois treinos de 20 minutos mais uma corrida de 20 minutos, depois mais um treino de 15 minutos antes das duas baterias. Isso é mais tempo de pilotagem que nós estamos acostumados nos Estados Unidos. Estou me acostumando ainda.

Não que parecesse que você estivesse brigando com a moto, mas você parecia desconfortável.
RV2: Eu lutei. Briguei com a moto, especialmente na segunda bateria quando fiquei sem freio traseiro pela metade da corrida. Tive que lidar com isso. Resumindo, foi um fim de semana de merda, mas temos muitas corridas pela frente. Se conseguirmos seguir evoluindo na pista, de preferência rapidamente, e fazer movimentos na direção certa, logo estaremos bem. Desta vez, não fomos bem, mas salvamos alguns pontos importantes.

Resumindo, o que dizer sobre a primeira participação em MXGP?
RV2: (pausa) As coisas estão meio loucas agora, com muitos “olha para isso, observe aqui” (em relação aos resultados). Sei o que está acontecem, e no fim das contas, eu tive coragem de vir aqui encarar isso. Não vai ser fácil, e eu nunca disse que seria. Vamos seguir trabalhando e evoluindo.

 

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Ryan Villopoto fez 9-8 na primeira etapa – Foto: Youthstream

 

Transmissão do Mundial

Toda as etapas do Mundial de Motocross podem ser assistidas ao vivo na internet. A transmissão oficial, porém, é paga – acesse este link e saiba mais.

 

E a Bandsports?

O canal de TV por assinatura, Bandsports, também transmite o evento. Porém, a segunda etapa NÃO passará ao vivo, e sim reprisada às 14h30 de domingo.

 

Programação do GP da Tailândia

:: Programação de domingo (as corridas serão na madrugada pelo horário de Brasília)

1h – WMX / 2ª bateria (a primeira acontecerá no sábado)
2h – MX2 / 1ª bateria
3h – MXGP / 1ª bateria

5h – MX2 / 2ª bateria
6h – MXGP / 2ª bateria