Aos 19 anos, esloveno Tim Gajser assombra adversários mais experientes no Mundial de Motocross 2016

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Gajser comemorando com os fãs durante o GP da Argentina – Crédito: Honda Racing

 

Com apenas 19 anos, Tim Gajser vive um grande momento na carreira. No último fim de semana, 30 de abril e 1º de maio, durante a sexta etapa do Mundial de Motocross 2016, na Letônia, o esloveno conquistou sua quarta vitória da temporada, sendo que na segunda bateria teve uma incrível corrida de recuperação, saindo de 23º e terminando em 4º.

Campeão mundial da MX2 em 2015, Gajser tem contrato fechado com a Honda Gariboldi até 2020, com apoio da HRC. Além do título no ano passado, o piloto foi campeão europeu da 65cc em 2007, da 85cc em 2009 e da 125cc em 2012.

Com um ponto de diferença do atual líder e campeão Romain Febvre, Gajser é confiante e está de olho no título, já em sua estréia na categoria MXGP. O site MX Large conversou com o piloto após a corrida no fim de semana. Confira!

 

Você teve um desempenho incrível na segunda bateria ao sair de 23º lugar e ganhar o GP. No entanto, você estava um pouco agressivo nas primeiras voltas após o acidente. Como você se sentiu?
Tim Gajser: É sempre assim, quando você cai, quer andar o mais rápido possível para recuperar os lugares que perdeu. Você acaba correndo riscos e, na primeira volta após a queda, cometi muitos erros. Poderia ter caído umas três vezes, então disse a mim mesmo para manter a calma, respirar um pouco e me encontrar novamente no traçado. Depois de duas voltas, comecei a andar melhor, mas com certeza quando você cai, é difícil se acalmar imediatamente. Você quer muito voltar à posição.

Você teve um pouco de sorte no acidente, porque Max Nagl chegou muito perto de te bater forte.
Tim Gajser: Foi uma grande queda e felizmente saí bem. Voei por cima do guidão e bati com tudo no chão. Quando estava deitado na pista, olhei para cima e vi Nagl saltando sobre a minha moto e vindo em minha direção. Ainda bem que ele não bateu muito forte em mim.

Notamos que em um ponto da prova, você quase jogou Tommy Searle para fora da pista em um salto e, em seguida, quase bateu na traseira de Shaun Simpson.
Tim Gajser: Estava ficando louco. Sabia que estava novamente entre os primeiros e tentei passar por muito pilotos de uma vez, assumindo riscos. Eu vi que Febvre estava em primeiro com uns 20 segundos de vantagem de mim e queria dar o meu melhor.

Quando você se levantou após o acidente, imaginou que chegaria em quarto lugar na prova?
Tim Gajser: Não esperava tantas ultrapassagens. Vi Nagl na minha frente, e na parte de trás da pista conseguia ver Febvre cruzando a linha de chegada e só acelerava mais e mais, até que funcionou. Passei Nagl na última volta e não sabia que tinha ganhado. Estou muito feliz em conseguir a vitória, foi um início ruim que se transformou em coisa boa.

É muito legal te ver andar, lembra um pouco Stefan Everts porque parece que está muito confortável na moto, uma tocada limpa. Você se sente assim na 450?
Tim Gajser: Quando estava na MX2, meu pai me disse para treinar com a 450. Ele é meu treinador e sabe o que preciso. A partir desse momento eu sabia que estava me saindo melhor na 450, me sinto melhor. Na 250 você tem que praticamente empurrar a moto. É divertido, mas é difícil. Já a 450 é bem mais agradável.

Jeffrey Herlings foi em torno de 2seg mais rápido do que os caras da MXGP e 4seg da MX2. Conversei com ele e ele chegou a mencionar que de 450 consegue ser 3seg mais rápido. É assustador!
Tim Gajser: Com certeza. Ele vai ser muito rápido. Ele já está rápido na 250 e quando chegar na 450 vai ser ainda mais. Estou ansioso para ele subir de categoria.

Você comentou sobre a possibilidade de correr nos EUA no futuro. Se ganhar o título este ano, seria possível ir em 2017?
Tim Gajser: Ainda estamos no início da temporada, não podemos falar sobre isso. Foram apenas seis corridas e temos mais doze. Ainda não está decidido e muitas pessoas dizem que vou para lá, mas não é verdade. Posso dizer que, se tudo der certo, vamos correr na Monster Energy Cup em outubro. Claro, se tudo acontecer conforme o planejado…

 

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Mandando um scrub na Tailândia – Crédito: Honda Racing

 

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Andando muito forte no último fim de semana, na Letônia – Crédito: Honda Racing

 

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Comemorando com sua equipe, Honda Racing – Crédito: Honda Racing

 

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O piloto com o troféu no pódio na Holanda – Crédito: Honda Racing