Segundo dia do Brasil no Six Days Enduro 2017

Brasil segue na batalha – Foto: Janjão Santiago

 

O segundo dia de Six Days Enduro 2017 teve o mesmo percurso e as mesmas especiais do primeiro dia de prova.

Mas se isso poderia ser uma vantagem, pelo fato dos pilotos já conhecerem o trajeto, se tornou em uma enorme desvantagem. O terreno foi muito “castigado” pela passagem de cerca de oitocentas motos, e além da enorme quantidade de poeira, surgiram muitas raízes e pedras por baixo do pó, deixando o percurso bastante traiçoeiro.

Bruno Crivilin sofreu o maior revés do dia. Tentando apertar o ritmo, sofreu duas quedas e voltou a sentir dores na costela que havia lesionado no Romaniacs. Terminou o percurso com muita dor, mas ainda assim segue na competição, tentando manter um bom ritmo.

– Finalizar o dia hoje foi bastante difícil, tomei duas quedas muito fortes. Eu já vinha sentindo muitas dores na costela, ontem quase nem consigo trocar o pneu por causa da dor, mas hoje ficou bem pior. Vamos assim mesmo, um dia de cada vez. Acredito que a lesão na costela voltou, acho que quebrou de novo. Eu sabia que isso poderia acontecer, então agora a briga é contra a dor, vamos lutar pra finalizar bem esses seis dias. Vou tentar fazer o possível para nosso time conquistar um bom resultado – explicou Crivilin.

Já o mineiro Rômulo Bottrel foi o mais rápido do time brasileiro. Se na segunda-feira, 28, teve problemas com a suspensão traseira, hoje pode andar mais forte, mas com consistência pra finalizar bem todos os dias.

– O dia hoje foi bem longo e exigente, com muito calor e bastante poeira, bastante desgastante. O terreno estava bastante traiçoeiro, com muita cava, muita erosão, muitas raízes, tocos e pedras por debaixo do pó, então era preciso muita atenção para tentar andar forte. Tentei ser o mais consistente possível e procurei não errar, porque qualquer erro pode colocar tudo a perder e estamos só no segundo dia ainda, temos mais quatro pela frente. Nos mantemos entre os dez melhores e isso é o mais importante. Amanhã tem mais e o principal objetivo é chegarmos inteiros e com uma boa colocação ao final dos seis dias – disse Bottrel.

O terceiro dia – quarta-feira, 30 – terá um roteiro inédito para os pilotos. Serão cinco testes especiais cronometrados e cerca de duzentos e cinquenta quilômetros de percurso. Existe previsão de chuvas para esta quarta-feira, o que pode deixar tudo ainda mais difícil para os pilotos. A prova só chega ao fim no próximo sábado, 2 de outubro, ao final dos seis dias de competição.