Ryan Villopoto mostra pretensões em disputar Mundial de Motocross durante visita ao GP da Bélgica


Ryan Villopoto visitou a casa de Stefan Everts e conheceu de perto a fama de um campeão mundial – Foto: Youthstream

Atual campeão do AMA Motocross e bicampeão do AMA Supercross, Ryan Villopoto revelou durante sua visita ao GP da Bélgica, no fim de semana passado, 16 e 17 de junho, ser possível que ele corra o Mundial de Motocross em um futuro próximo, provavelmente em 2016.

Patrocinado pela Monster Energy e Thor MX, que também patrocinam o Campeonato Mundial, RV2 se mostrou a vontade em meio ao clima de GP. A impressão é que ele voltará mais vezes, segundo conta o texto divulgado pela Youthstream, organizadora do Mundial.

Isso aliado às notícias de que Chad Reed deve disputar alguns GPs deste ano como forma de preparação para o Motocross das Nações, e com o bom relacionamento de Ryan Dungey e a KTM, temos indícios de que poderemos ver mais pilotos que correm o AMA em corridas de Mundial.

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Confira a seguir o que disse Villopoto na entrevista coletiva concedida durante o GP da Bélgica.

Você tem interesse em correr o Mundial de Motocross?
Tenho considerado isso. Acho que tenho mais três anos competindo nos Estados Unidos e então penso em correr o Mundial de Motocross. Nenhum outro campeão americano se mudou para o Mundial e eu gostaria de ser o primeiro. Gosto deste desafio, de ter que ser competente em diferentes pistas, passando por diferentes países, por outras culturas. E visitar alguns lugares bonitos também seria legal.

Uma espécie de aventura europeia, seria isso?
Conversei com minha esposa sobre isso e nós dois gostamos da ideia. Estou tendo uma bela experiência aqui nesta visita ao GP da Bélgica. Fomos a casa do Stefan Everts, vimos todos os seus troféus e motos, o que foi muito legal. Só não tive muito tempo para falar com Antonio Cairoli, mas tenho muito respeito por ele como piloto.

Quais seriam as diferenças entre correr o AMA e o Mundial?

Motocross é quase a mesma coisa aqui (Europa) ou nos Estados Unidos.
Seria mais o fato de pegar experiência de viajar o mundo. Nos EUA todo
mundo fala o mesmo idioma, e é muito fácil viajar de um estado para o
outro. Então, vir pra cá seria uma grande mudança. Você precisar ter as
pessoas certas do seu lado para isso funcionar.

Você deum uma volta de apresentação no GP da Bélgica. O que achou da pista?
Era boa. Me surpreendi quando caminhei pelos boxes e vi que tinha muita
lama, então não sabia o que esperar da pista. Depois vi que estava boa,
dei a volta e a pista me pareceu muito técnica, com bons pontos de
ultrapassagem, canaletas, seções técnicas. Era uma pista desafiadora.

Qual a situação de sua lesão? Será possível correr o MXoN deste ano?
Estou voltando a treinar físico, mas sem pilotar ainda, o que devo começar a fazer em 1º de agosto. Depois disso vou saber o quão rápido esatrei em forma. Por isso ainda não sei dizer se será possível correr o MXoN deste ano.

* Texto atualizado às 8h50 desta sexta-feira, 22