Mudanças no regulamento do Brasileiro de Motocross para 2019

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Confira o que diz o regulamento – Foto: Danyllo Proto

 

A Confederação Brasileira de Motociclismo (CBM) divulgou nesta terça-feira 15, algumas mudanças no regulamento do Brasileiro de Motocross para 2019.

Confira os destaques:

 

Corrida classificatória no sábado

Seguindo o exemplo do Mundial de Motocross, a CBM adota em 2019 as corridas classificatórias no sábado para as categorias MX1 e MX2, ao invés de qualificar os pilotos para as baterias de domingo apenas por tempo de volta nos treinos.

A corrida classificatória de cada classe terá 12min + duas voltas de duração. O resultado definirá a ordem de escolha do gate de largada para domingo.

 

Nova categoria Nacional

Outra alteração no regulamento da competição está na categoria Nacional, que além de motocicletas com 230cc (categoria Nacional A) também aceitará motos com 250cc de fabricação original nacional (categoria Nacional B).

Ambas disputarão a mesma corrida, mas somarão pontos separadas.

As motos deverão preservar as características e aparência externa originais do modelo do fabricante, com motos homologadas de fabricação nacional com até 230cc e 250cc e de venda ao público.

Não serão admitidos kits de aumento de cilindrada. Não é permitido uso de peças especiais ou importadas, somente originais do modelo da categoria; carburador, suspensão e freios são permitidos apenas os itens originais, trabalhados dentro da categoria, também os aros de rodas deverão permanecer nos diâmetros originais.

Para a categoria 230cc, a medida máxima para o pistão é de 66,5 de diâmetro e 66,2 de curso do mesmo e na TTR230 a medida máxima é de 71,0 de diâmetro e 58,0 de curso do mesmo.

Permitido alterar: acelerador, guidão, manetes, mesas, pedaleiras, CDI, relação e escape.

 

Idade

Há um novo critério de idade para pilotos das modalidades Motocross, Velocross, Cross Country, Motovelocidade e Enduro Regularidade.

O piloto deverá ter a idade mínima completa até o dia do encerramento da inscrição da prova escolhida. Por exemplo, se um piloto de 17 anos de idade pretende competir numa categoria que a idade mínima é de 18 anos, ele só poderá participar da categoria assim que completar 18 anos de idade, mesmo que o campeonato já tenha se iniciado, ou seja, se a competição começou em março e o piloto fizer 18 anos em junho, ele só poderá entrar na categoria após o seu aniversário.

O documento ainda ressalva sobre a idade máxima. Ao estar apto, com sua idade mínima de entrada, automaticamente poderá completar a Classe do campeonato em questão, mesmo que atinja idade superior.

Havendo ainda a possibilidade de participação em uma outra classe ao completar a idade mínima solicitada para o seu acesso.

– A mudança no regulamento quanto a idade para participação ocorreu devido a questões jurídicas, pois quando se completa a idade mínima exigida, o participante tem direitos legais estabelecidos. Em 2018, a interpretação quanto a idade mínima exigida não estava juridicamente correta, então vimos a necessidade de readequação para atender questões legais – esclarece Wilson Yasuda, presidente do Conselho Técnico Desportivo Nacional.

 

Outros pontos interessantes

– Categoria Elite MX está mantida. Os classificados serão determinados da seguinte maneira:

ATUALIZAÇÃO às 17h05: logo após publicação no BRMX, a CBM alterou o regulamento nesta questão, e portanto fica da seguinte maneira:

a) 10 primeiros da prova classificatória da MX1;
b) 10 primeiros da prova classificatória da MX2;
c) E mais outros 14 pilotos da classe MX2 ou MX1.

– Pilotos estrangeiros só podem competir na MX1 e Elite MX.

– A equipe que contratar um estrangeiro precisa contratar um brasileiro (na MX1 ou MX2). Se contratar dois estrangeiros, precisa ter dois brasileiros, e assim por diante. Mas, caso o piloto estrangeiro portar nacionalidade brasileira, NÃO haverá necessidade dos requisitos acima, já que ele passa a ser considerado igual ao nascido no Brasil.

+ Clique aqui para ver o regulamento na íntegra

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