(Quase) De molho em Sevilha

Yamaha

Olá amigos do Brasil.

Muito tempo sem escrever e muita coisa aconteceu. Final do Arena, perna quebrada, voltei para a Espanha.

Nesse tempo, tive proposta para correr o Mundial de Enduro (aliás, mais de uma), e até considerei a possibilidade de mudar de modalidade. O mercado de enduro na Europa é muito maior que do MX, com mais marcas e mais equipes. Mas o projeto da Yamaha no Brasil é muito bonito. Eu andei de Yamaha toda a minha carreira, e fizemos um trabalho muito bom em 2012. Sou muito grato pelo sacrifício que fizeram por mim. Quero ganhar mais corridas pra eles. Assim, no momento, deixarei que meu mecânico troque meus pneus (risos)!

Agora, estou bem, seguindo o que pedem os médicos (para sarar a perna fraturada). Mas a tíbia é um osso que demora para sarar completamente. Já posso pedalar e treinar quase normalmente, mas tenho que evitar corridas à pé e os treinos com a moto. Mas acho que voltarei a treinar com moto antes do fim de fevereiro.

Enquanto isso, vou treinando e me divertindo assistindo as corridas do AMA Supercross. Gosto muito do Chad Reed, mas o nível da 450 esse ano está incrivelmente alto. RV2 é o mais rápido, mas o campeonato é muito difícil e será complicado terminar sem cometer erros. Na 250, torço pelo Roczen, mas gosto muito do Tomac também.

Também tenho acompanhado as notícias do Mundial de MX. Não acredito que essa união da MX1 com a MX2 para as corridas fora da Europa seja bom. Apesar de que será emocionante ver Herlings com uma moto menor no meio da MX1. Mas os outros pilotos da MX2 vão andar atrás, naturalmente, e isso é ruim para eles e para seus patrocinadores. Estão usando isso para voltar a encher os gates, já que por causa do alto custo de se correr o Mundial não há mais que 15 motos em cada categoria.

A parte disso, espero que tudo esteja bem para eu correr o GP do Brasil. A data está marcada em vermelho no meu calendário!


Volta ao Brasil

Quando voltar ao Brasil, para o Campeonato Brasileiro, acredito que as coisas serão muito mais difíceis no início, até porque estarei com poucas horas de treino com moto. Acredito que o físico estará bom. Meu plano é estar 100% na segunda ou terceira etapa.

Também tem o fato do nível dos pilotos brasileiros ter melhorado. Quando cheguei, dava a impressão que muitos não estavam suficientemente treinados. Cansavam na metade da bateria e deixavam de lutar. Acho que vão levar 2013 muito mais a sério e o campeonato será mais competitivo. No Arena já deu pra perceber a evolução. Estavam melhor preparados e lutavam até o fim.

Na equipe, terei a companhia de mais um piloto na MX1 e isso será muito bom. É muito bom ter alguém para dividir treinos e experiências. Nos torna mais fortes como equipe. Além disso, evita situações como na final do Arena, quando os outros pilotos, todos Honda, deixaram Chatfield passar para que não perdesse pontos.
Saludos a todos desde España!

A tope!

Carlos Campano

Yamaha