Por doping, FIM suspende Christian Craig das competições oficiais por 2 anos

Christian Craig

 

No início da temporada 2019 do AMA Motocross, o piloto Christian Craig, da equipe GEICO Honda, divulgou notícias via Instagram dizendo que ele havia sido reprovado num teste antidoping realizado na etapa de Daytona do AMA Supercross 2018.

– Em 23 de janeiro de 2019 recebi um e-mail da FIM declarando uma descoberta adversa no meu teste antidoping, realizado no dia 10 de março de 2018, em Daytona. É importante destacar que eu jamais tomaria de forma consciente uma substância proibida! E a própria FIM afirmou que eles jamais concordariam com a hipótese de eu ingerir intencionalmente uma substância proibida. Claro, isso jamais muda o fato de que a substância estava lá, presente no meu exame. A substância em questão, que foi descoberta no resultado do meu exame, é o heptaminol, uma droga da qual eu nunca tinha ouvido falar até agora – disse Craig.

Craig prosseguiu, afirmando que a FIM havia lhe prometido uma resposta dentro de 30 dias ou mais. Na noite desta segunda-feira, 29, ele fez uma nova postagem em seu Instagram, revelando ter recebido uma sentença definitiva da FIM. Segue a tradução na íntegra:

– Acordei esta manhã com os resultados da audiência de contraprova do meu teste antidoping, realizado pela FIM, realizado na rodada de Daytona do AMA Supercross do ano passado. Os três juízes, nomeados pela própria entidade, decidiram me suspender das competições oficiais por 2 anos, contando a partir da data em que o teste foi realizado (10 de março de 2018). Isso significa que eu estou impossibilitado de disputar competições oficiais até o dia 9 de março de 2020, e todos os resultados que conquistei em corridas profissionais antes desta decisão serão anulados. A FIM queria que eu declarasse a origem vestigial do heptaminol, queriam saber onde foi que eu supostamente ingeri a substância. É praticamente impossível fornecer uma prova dessas quando eles demoram 10,5 meses para me notificar do primeiro resultado do teste, um atraso do qual fiquei sem receber qualquer explicação convincente, apenas um pedido de desculpas. Embora eles reiterem que acreditam que eu jamais iria ingerir a substância intencionalmente, argumentaram que eu fui negligente ao deixar de garantir que tudo que entrasse no meu corpo fosse examinado por um médico, e, por conta disso, acabei assumindo o risco de ser pego num eventual teste antidoping. Vou apelar desta decisão no Tribunal Arbitral do Esporte.

Depois de Daytona, Craig competiu em mais 7 rodadas do AMA Supercross 2018 e duas rodadas do AMA Motocross 2018, antes de romper os ligamentos de um dos joelhos. Recuperado, disputou a abertura do AMA Supercross 2019, mas uma lesão no polegar o tirou do campeonato. Voltou no AMA Motocross 2019, onde disputou seis rodadas.

Se sua apelação for negada, o que confirmaria a suspensão até 9 de março de 2020, além de perder várias rodadas do AMA Supercross 2020 na categoria 250SX Costa Leste, todos os resultados conquistados anteriormente ao anúncio da decisão, a partir de 10 de março de 2018, serão anulados.

Atualmente Craig é o 19º colocado na classificação da categoria 250 do AMA Motocross 2019. Seu melhor resultado foi o 10º lugar conquistado na soma geral da rodada de Pala, na Califórnia. No entanto, se persistir a suspensão, esses resultados serão anulados.

Craig afirmou em outros posts que sua situação impactou tanto suas corridas na pista como sua vida em casa. Ele sente-se incapaz de continuar disputando corridas neste momento, mas prometeu atualizar os fãs com o resultado de sua apelação.