Notícias curtas e observações dos bastidores do Motocross das Nações 2012

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Área reservada para pessoas com dificuldades de locomoção estava lotada – Foto: Mau Haas / BRMX

O BRMX presenciou a 66ª edição do Motocross das Nações 2012, na Bélgica, e observou detalhes do evento que poderiam e deveriam servir de base para os organizadores de campeonatos no Brasil.

Aliás, os dois responsáveis pelos maiores campeonatos de MX no país estavam presentes no evento. Firmo Alves, presidente da CBM – organizadora do Brasileiro de Motocross –, e Leandro Romagnolli, diretor de marketing da Romagnolli Promoções e Eventos, que realiza o Arena Cross e a Superliga Brasil de MX.

Abaixo você confere em tópicos alguns dos itens observados:

Motocross para todos
A organização do Motocross das Nações foi tão exemplar que havia uma área destinada exclusivamente para o público com dificuldade de locomoção. Cerca de 30 cadeirantes lotaram o setor e assistiram às provas de um ponto privilegiado, de onde conseguiam ver a largada, a chegada, telão, e a seção de duplos em frente a área VIP, um dos pontos mais belos do circuito de Lommel.

Sem jeitinho
Também foi intensa a fiscalização para que ninguém burlasse as regras e invadisse setores que não os seus no MXoN. Com uma equipe bastante numerosa, a Youthstream fiscalizou cada entrada. Até o pessoal da imprensa era obrigado a mostrar a fita no braço para acessar certas áreas. Havia quatro tipos de ingresso. O mais barato custava 90 Euros e dava acesso aos arredores da pista. Para entrar no box, era necessário pagar 30 Euros. A área VIP estava dividida em três setores: Gold Club (500 Euros para o fim de semana), Silver Club (350 Euros para o fim de semana) e Vip Cafe (250 Euros para o fim de semana).

Valores do MXoN
Haviam algumas possibilidades de alimentação dentro do Motocross das Nações. Uma delas era almoçar no restaurante montado dentro do box, pagando cerca de 15 Euros. Mas também era possível fazer um lanche gastando aproximadamente 5 Euros nas várias barracas/trailers espalhados ao redor do circuito.

Espaço Monster
A Monster Energy montou dois espaços dentro do MXoN. Um deles era uma carreta aberta, com motos dos times patrocinados expostas ao público, mulheres bonitas e bebida energética a vontade. Ali também rolaram seções de autógrafos com os pilotos. O outro espaço era em frente à pista, de lado para a largada e a poucos metros da mesa de chegada. No andar de baixo, fechado, você podia jogar videogame em uma das quatro TVs instaladas especialmente para isso, pedir algo para as belas moças no bar, ou até mesmo ver a corrida em uma espécie de varanda. Mas o mais interessante estava no andar superior. Uma espécie de cobertura, de onde se conseguia avistar toda pista. O único problema foi conseguir um espaço lá. O número de pessoas era limitado, e um senhor forte e bigodudo cuidava para que não houvesse superlotação.

De todo lugar
Se você não conseguia se infiltrar no segundo andar da “Monster House”, você poderia ver a corrida, e bem, de qualquer lugar da pista. O público podia caminhar em volta de todo traçado protegido apenas por uma cerca de metal com pouco mais de um metro de altura, há cerca de um metro e meio de onde as motos passavam. E quem não conseguia ou não queria “grudar” na cerca, ficava um pouco mais longe da pista, mas enxergava tão bem quanto, ou até melhor. É que o terreno ao redor do circuito era preparado em elevação, como se fosse uma arquibancada natural. Eu pude ver a corrida de dentro e de fora da cerca pois estava credenciado, fotografando, mas confesso que muitas vezes ver de fora era mais interessante. Detalhe: cerca de 65 mil pessoas assistiram ao evento. E só houve invasão depois da última bandeirada, quando os alemães enlouqueceram e comemoraram muito.

Cairoli X Herlings
Uma das disputas mais aguardadas pelo público era entre Jeffrey Herlings, considerado o “Rei da areia”, e Antonio Cairoli, hexacampeão mundial. Era o duelo das KTM 350 que mais dividia opiniões. Eles se enfrentaram na última bateria do dia – MX1/MX3 – e Cairoli levou a melhor. Mas há quem diga que se Herligns não tivesse caído nas primeiras curvas, teria vencido e aberto larga vantagem sobre o italiano. Fato é que Herlings alcançou o segundo posto quando faltava mais da metade da corrida e ameaçou Cairoli. A diferença foi de 18 para três segundos, mas Cairoli parecia ter a situação sob controle e venceu.

300

Segundo a Youthstream, 300 jornalistas de todas as partes do mundo trabalharam no Motocross das Nações 2012. O BRMX tinha duas pessoas trabalhando na pista e fora dela. Este foi o terceiro ano consecutivo que o site brasileiro fez a cobertura in loco no MXoN. A estreia foi nos Estados Unidos, em 2010, seguindo para a França em 2011. São esforços para valorizar o esporte que muitas vezes é marginalizado no Brasil.

Português fora da Honda
No MXoN também pudemos confirmar que o português Rui Gonçalvez está mesmo fora
da equipe Honda World Motocross para a próxima temporada. O MX das
Nações foi a última competição importante do piloto pelo time. A
confirmação veio através do brasileiro Marcus Freitas, que trabalha como
mecânico na equipe. Em compensação, em 2013, a Honda contará com o
alemão Max Nagl, recém campeão do MXoN com a Alemanha. Além disso,
mantém o russo Evgeny Bobryshev, nono colocado no Mundial de Motocross 2012.

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