MXoN 2015: declarações dos pilotos após as corridas

Yamaha

O Motocross das Nações 2015 proporcionou grandes emoções para os pilotos também. Os melhores do fim de semana relatam abaixo as impressões que tiveram de suas corridas e do público. Vale a pena conferir!

 

França / campeã

Romain Febvre (Open, Yamaha) :: 1-1

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Febvre (à esquerda) comandou o time – Crédito: MXGP

 

– Tem sido um ano espetacular para mim e não poderia querer nada mais do que isso. Primeiro, ganhei alguns GPs, aí fui campeão (mundial) com duas rodadas de antecedência, foi inacreditável. Vir aqui (MXoN) com toda a pressão da torcida foi especial, e eu nunca tinha vivido isso antes. Estou emocionado que ganhamos outra vez. Na segunda corrida (Open+MX2), eu e o Webb estávamos um pouco mais rápidos que os demais e fizemos uma bela batalha. Na última prova, foi um pouco mais difícil com Ben Townley porque ele estava pilotando muito bem. Tentei me afastar mas ele estava grudado na minha roda traseira. Estou muito feliz que ganhamos – disse o campeão mundial e “dono” do MXoN 2015.

 

 

Marvin Musquin (MX2 / KTM) :: 4-3

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Marvin Musquin – Crédito: MXGP / Maximo Zanzani

 

– O objetivo do fim de semana era, obviamente, ganhar a 250 e ficar na frente do Jeremy Martin, que foi meu principal concorrente nos EUA. Não larguei bem nas duas baterias, mas com minha 250, neste tipo de terreno, eu sabia que podia fazer algo bom. A pista estava muito técnica, esburacada e com canaletas, e muito lenta em alguns pontos, e mesmo de 250 eu estava apto a brigar com as 450. Passar Barcia foi inacreditável, e fiquei tão entusiasmado que acabei cometendo erros. Infelizmente caí, mas mesmo assim terminei em quarto, o que já foi bom. Queria realmente dar meu melhor, ainda mais depois de ficar fora do time por dois anos seguidos. Não queria desapontar ninguém, principalmente na minha última corrida de 250 – disse Musquin.

 

 

Gautier Paulin (MXGP, Honda) :: 7-5

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Paulin e a torcida francesa – Crédito: HRC

 

– Tudo o que importava hoje era lutar para manter nosso título contra os melhores países e melhores pilotos aqui. Defender o título em casa, em frente a todos estes fãs, é incrível. Eles estavam torcendo por nós – é incrível o sentimento que eles passaram pra nós durante as corridas e no box. Gostaria de agradecer meus companheiros de time pelo trabalho, toda equipe e a Federação Francesa, que fez um excelente trabalho para nos proporcionar o melhor neste evento. O mais difícil depois de vencer no ano passado era manter este título em casa, em frente a torcida. Não tenho palavras para descrever a emoção de vencer de novo – disse Paulin.

 

 

Estados Unidos / 2º lugar

Cooper Webb (Open, Yamaha) :: 2-6

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Webb – Crédito: MXGP

 

– Parece que eu e Romain (Febvre) continuamos Glen Helen. Larguei melhor, mas sabia que ele viria. Foi divertido poder correr com esses caras, foi uma grande nova experiência – ainda não tinha pilotado tantas vezes a 450 e este foi meu primeiro Nações. Foi uma honra. Os nervos estavam à flor da pele. Demos o nosso melhor. Lutamos. Sinto como se tivesse aprendido. Não temos nada parecido com essa atmosfera, com este público. Pensei que em Glen Helen (na última etapa do Mundial de Motocross 2015) o público estava bom, mas isso aqui é outro nível. Sabia quando o Romain estava perto, e tentava puxar, mas era difícil com toda aquela multidão incentivando o time deles. E sabia que tinha que fazer ultrapassagens naquela bateria final, mas não deu. Tornamos isso difícil para nós mesmos, mas é por isso que competimos, pelo desafio – disse Cooper Webb.

 

 

Jeremy Martin (MX2, Yamaha) :: 5-5

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Jeremy Martin – Crédito: MXGP

 

– Foi um bom dia e estou orgulhoso de como Cooper e Justin pilotaram. O time deu o máximo. A França estava realmente rápida neste ano. Quando cheguei atrás do Marvin, quando ele caiu, me lembrei das corridas nos EUA – mas ele estava em outro nível este fim de semana. O Motocross das Nações é algo aparte, algo que você quer estar inserido. Nunca vi fãs tão loucos. Quando você estava perto de um piloto francês, você entendia isso. Nunca ouvi tantas motosserras na minha vida – salientou Martin.

 

 

Justin Barcia (MXGP, Yamaha) :: 1-3

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Barcia – Crédito: MXGP

 

– Hoje foi um dia de corrida como eu gosto. Foi agressivo e limpo, eu gosto do Marvin (Musquin) como pessoa e foi um dia incrível de uma corrida incrível, um fim de semana desafiador. Sempre venho para esta corrida para dar 100% do meu coração e nunca desistir. Estivemos perto, mas a França não deixou a gente escapar. Saí mal do gate e talvez as coisas teriam sido diferentes se eu tivesse largado melhor. Adoraria ter disputado com Romain (Febvre) e todos os outros lá na frente. Cheguei neles no fim, mas não havia mais tempo. A pista estava muito divertida, apesar de eu ter demorado um pouco para me ajustar nela. No todo, estou orgulhoso do time. Queria que tivéssemos vencido, mas demos nosso melhor – disse Bam-Bam.

 

 

Bélgica / 3º lugar

Jeremy Van Horebeek (Open, Yamaha) :: 4-7

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Horebeek – Crédito: Yamaha Racing

 

– Foi um fim de semana duro. Os dois, Ken e Julien, tiveram problemas com quedas, então ficou difícil. Na primeira bateria, andei bem. Estava em terceiro e aí o Marvin (Musquin) me passou. Estava um pouco travado, mas não muito. E na segunda bateria a minha largada foi um desastre, larguei em 17º ou algo assim… então pensei “você tem que causar algum estrago agora”. Depois de algumas voltas eu estava em sexto e tive boas disputas com Justin (Barcia) e Cooper (Webb). Então me mostraram (na placa) que a gente estava em terceiro e eu pensei… “por que arriscar mais?”. Me preservei para estar no pódio outra vez. Estou feliz que esse temporada difícil terminou. Vamos recomeçar para o ano que vem fazer uma temporada melhor – disse Horebeek.

 

 

Julien Lieber – (MX2, Yamaha) :: 12-36

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Julien Lieber – Crédito: MXGP

 

– O fim de semana começou mal com um grande tombo na descida, tentando saltar o triplo. Perdi a moto no ar. Corri todas as corridas com dores nos dois lados do quadril e, nesta pista, foi muito difícil. Toda vez que colocava o pé no chão, doía. Ainda por cima, na segunda corrida eu bati o freio dianteiro e a roda travava no ar. Tive que parar. Foi um fim de semana ruim, mas pelo menos entramos no pódio outra vez. Estou feliz que a temporada terminou, posso fazer minha cirurgia, e voltar melhor ano que vem – disse Lieber.

 

 

Ken De Dycker (MXGP, KTM) :: 24-9

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De Dycker – Crédito: MXGP

 

– No sábado, sofri um pouco com os braços travando, mas no domingo caí um tombo feio na primeira corrida e ainda quebrei o freio dianteiro. Na segunda bateria comecei melhor, mas meus braços travaram de novo e fica difícil pilotar assim – resumiu o gigante belga.

 

 

Resultados (Top5)

>>> Para ver os resultados completos acesse este link

 

Corrida 1 – MXGP / MX2
1. Justin Barcia – EUA
2. Evgeny Bobryshev – Rússia
3. Max Nagl – Alemanha
4. Marvin Musquin – França
5. Jeremy Martin – EUA

Corrida 2 – MX2 / Open
1. Romain Febvre – França
2. Cooper Webb – EUA
3. Marvin Musquin – França
4. Jeremy van Horebeek – Bélgica
5. Jeremy Martin – EUA

Corrida 3 – MXGP / Open
1. Romain Febvre – França
2. Ben Townley – Nova Zelândia
3. Justin Barcia – EUA
4. Evgeny Bobryshev – Rússia
5. Gautier Paulin – França

Resultado por Nações
1. França – 14 pontos – 1,1,3,4,5
2. Estados Unidos – 16 pontos – 1,2,3,5,5
3. Bélgica – 56 pontos – 4,7,9,12,24
4. Estônia – 66 pontos – 8,12,15,15,16
5. Suíça – 67 pontos – 9,10,10,14,24

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