MXGP: Herlings de olho no recorde de Stefan Everts

Jeffrey Herlings – Foto: divulgação KTM

 

Campeão mundial de motocross na categoria MXGP em 2018, Jeffrey Herlings deixou claro que o seu principal objetivo no campeonato é tornar-se o mais bem-sucedido piloto da história da competição.

Para isso ele precisa superar o recorde de 101 vitórias em GPs, do belga Stefan Everts.

Everts atingiu essa marca em sua última corrida profissional, o GP da França, em 2006, numa temporada que ficou marcada como uma das melhores da história do campeonato.

Durante 15 anos, a marca do belga foi definida como “insuperável”.

Herlings acumula 61 vitórias em GPs somente na classe MX2 (onde ele estreou em 2010), incluindo sete vitórias consecutivas em casa, nos GPs disputados em Valkenswaard, na Holanda.

Em apenas duas temporadas na categoria principal ele já acumula 23 vitórias em GPs, 17 delas conquistadas só em 2018, totalizando 84 vitórias em GPs, coincidentemente o mesmo número do number plate de sua moto.

Isso significa que o seu objetivo pode ser alcançado já na temporada 2019, caso ele repita o desempenho dominante deste ano.

– Ainda me lembro de quando fiz minha estreia profissional no Mundial de Motocross em 2010, com 15 anos de idade, e aqui estou eu quase 10 anos depois! Acho que já passamos da metade do caminho em minha carreira. Perdi dois campeonatos, talvez três, não me lembro. Agora estou com 83 vitórias e quatro títulos, o que significa que restam 18 GPs para bater o recorde de 101 vitórias, de Stefan – disse ele, na coletiva de imprensa após o GP da Holanda, em Assen, quando venceu o 83º GP de sua carreira e garantiu o título antecipado da categoria MXGP.

Se repetir o desempenho deste ano, vencendo 17 dos 20 GPs programados para a temporada 2019, o sonho de Herlings se tornará realidade.

Mas quando questionado sobre igualar ou até mesmo superar os 10 títulos mundiais de Everts, ele procura ser um pouco mais modesto.

– É difícil falar sobre isso. O campeonato está se tornando muito longo e eu tive muita sorte quando fraturei a clavícula esse ano porque perdi apenas uma corrida, imagina se fosse uma lesão de tornozelo por exemplo. Seriam de seis a oito semanas parado e eu provavelmente ficaria fora da disputa pelo título. Você tem que estar em plena forma neste esporte, mas infelizmente o risco é bem alto. Mas vamos ver, espero conseguir conquistar mais alguns títulos.

Stefan Everts conversando com o próprio Jeffrey Herlings. Será o aluno capaz de superar o professor? – Foto: divulgação KTM