Mike Alessi salienta dificuldades no Mundial de Motocross e comenta “erros” de Villopoto

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Mike Alessi – Foto: Divulgação

 

Acostumado a resultados pelo menos razoáveis nos Estados Unidos, Mike Alessi esperava ter melhor desempenho no Mundial de Motocross 2015. Nas duas etapas que correu – Grã Bretanha e França -, conquistou apenas o 18º e 19º lugares das etapas, sendo um 13º o melhor resultado em bateria. Vale lembrar que o americano luta para voltar a sua melhor forma depois de uma lesão e, em parte, porque conta com uma curiosa agenda de participação em vários campeonatos neste ano, já que sua equipe disputa o Campeonato Canadense e também no AMA Motocross.

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Alessi, que teve aparições em GPs anteriormente, em 2005 e 2010 – Irlanda do Norte e Estados Unidos -, foi capaz de fazer também uma análise sobre Ryan Vilopoto, que começou o ano como favorito mas acabou se machucando sem antes responder às expectativas dos fãs. Ele disse ao jornalista inglês Adam Wheeler, da OTOR Magazine:

– Cheguei aqui (Europa) uma semana e meia antes de Matterley Basin (etapa da Inglaterra) e já pude ver como Ryan teve dificuldades. É uma cultura diferente aqui, pistas diferentes, comida diferente, estilo de vida… tudo. Posso entender esta transição que Ryan teve que fazer, estou passando pelo mesmo. É difícil, mas como atleta profissional você deve descobrir as maneiras de ser mais forte e rápido que o seu concorrente. Acredito que leva algum tempo para você se acostumar com isso, e então a bola começar a rolar e você fica melhor. Sei que se eu correr GPs ano que vêm, precisarei estar aqui em janeiro (para iniciar os testes) – afirma Alessi.

Parte da resposta de Alessi combina com o que disse ex-campeão do mundo e do AMA SX, Ben Townley, que fez uma avaliação onde, segundo Townley, Villopoto demorou muito para se estabelecer na Europa, o que dificultou para ele se acostumar com os treinos e pistas europeias.

Alessi falou ainda de como o Mundial MX se transformou na última década, ganhando mais velocidade e arrojo. Tanto que os times de Alemanha, Bélgica e França venceram os últimos três Motocross das Nações, batendo os Estados Unidos, país com maior número de conquistas na história da competição.

– Os pilotos estão mais agressivos, já saem forte do gate, enquanto que no passado eles davam um tempo nos dez minutos iniciais para, só depois, começar a dar tudo de si. Sinto que eles têm feito uma transição para a intensidade americana. E isto é algo que estou sentindo falta, já que ainda estou me recuperando da lesão que sofri em Daytona. Vai ser difícil estar no nível desses caras, que estão com seis corridas na temporada já – diz Alessi.

O norte-americano saiu da França e foi direto para o Canadá, onde participa do campeonato nacional. No fim de junho, ele corre a sexta etapa do AMA MX, em Budds Creek.

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