Jorge Prado: “acho que sou um piloto que pode se adaptar rapidamente no AMA Supercross”

Atual campeão mundial de motocross na categoria MX2 e líder desta mesma classe na temporada 2019, o espanhol Jorge Prado, da equipe Red Bull KTM, atualmente vive cercado de dúvidas e especulações sobre o futuro da sua carreira. Prado até agora venceu seis dos sete GPs disputados até aqui, além de ter faturado 11 das 12 baterias realizadas.

Se for bicampeão no final da temporada, pelo regulamento do campeonato Prado será obrigado a subir para a categoria MXGP em 2020. Vale lembrar que o jovem espanhol de 18 anos tem contrato com a Red Bull KTM até o final da temporada 2021.

E nas palavras do próprio piloto, o sonho de correr o AMA Supercross nos Estados Unidos não está descartado. Em 2016, durante a pré-temporada, Prado ficou quase dois meses na costa Oeste dos Estados Unidos, treinando em pistas de supercross.

– Sei lá, é um sonho que tenho. Se vou disputar o Mundial de Motocross até o final da minha carreira ou ir para os Estados Unidos em algum momento, só Deus sabe. Tudo depende da KTM, que sempre me tratou muito bem aqui na Europa, seria egoísmo meu reclamar de algo. Mas, ao mesmo tempo, seria uma ótima oportunidade ir lá e tentar fazer algo diferente. Sei lá que resultados eu obteria, mas tenho certeza que a KTM me daria todo o suporte para me colocar nas melhores condições possíveis – disse Prado.

O fato é que Prado muito provavelmente será bicampeão mundial de motocross da MX2 ao final desta temporada e, quiser continuar competindo com sua KTM 250 SX-F em 2020, terá que se mudar para os Estados Unidos, por causa do regulamento do Mundial, conforme explicamos acima. Isso nada mais seria do que seguir os passos de Ken Roczen e Marvin Musquin.

 

Jorge Prado

 

– Se eu quiser continuar correndo de 250 em 2020, então os Estados Unidos serão a minha única possibilidade. Mas vamos esperar para ver como as coisas acontecem – explicou ele.

E sobre ficar no Mundial e disputar a MXGP, Prado destaca o enfrentamento que teve contra as 450 no Motocross das Nações.

– Com a minha 250, enfrentei as 450 no Nações e pude ver o nível dos pilotos. Claro que é bem diferente de um GP do Mundial e eu estava de 250, mas sinto que ainda preciso melhorar muito e ficar muito mais forte para andar bem de 450. A moto é mais exigente. Vou trabalhar muito para isso e, quando o pessoal da equipe achar que estou pronto, farei a troca de categoria.

E ao mesmo tempo, ele jamais se deixa intimidar pelos desafios que o supercross pode apresentar.

– Acho que sou um piloto que pode se adaptar rapidamente no AMA Supercross. Claro, se um dia eu for competir lá. Fui treinar nas pistas da costa oeste quando eu tinha 14 anos. Gostei da minha velocidade, passei pela sessão de costelas sem problema nenhum. Hoje, me sinto mais forte e mais confiante, acho que com a experiência que tenho, posso me adaptar mais rápido. Seria bom fazer esse ‘estágio’ antes de passar para a 450.