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Jeremy McGrath fala de sua equipe, do passado no supercross e motocross, e da família

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Jeremy McGrath, o Rei do Supercross
McGrath relembra os tempos bons e ruins, como o ano de 1997, quando foi vice-campeão do AMA SX – Foto: McGrath Divulgação

 

Jeremy McGrath concedeu entrevista ao site espanhol MX1onbord falando da sua equipe, do momento atual do supercross norte-americano, do passado nas pistas, e da família.

Aos 40 anos, McGrath mostra maturidade, simplicidade e compromentimento, caratcterísticas que o levaram a ser sete vezes campeão do AMA Supercross na 250cc 2T entre 1993 e 2000. É dele também o recorde de número de vitórias em corridas da classe principal. São 72 contra 48 de Ricky Carmichael e 42 de James “Bubba” Stewart.

O texto foi publicado na quarta-feira, 22, depois que a equipe visitou a casa do “King” na Califórnia, Estados Unidos. Agora você lê os melhores trechos aqui no BRMX. Aprecie!

Nos conte sobre sua volta ao supercross com a nova equipe – L&Mc Racing.
Nunca imaginei que poderia voltar e ter minha própria equipe. Tive durante quatro anos, e quando parei, pensei: “muito trabalho e muito stress”. Dez anos depois, aqui estou outra vez.

Tudo começou porque Larry Brooks é um grande amigo. Conversamos por muito tempo e tudo deu certo. Antes eu era piloto, proprietário e gerente, mas neste momento o projeto pedia que eu usasse meus contatos e as boas relações que conquistei. Uma delas é com a Honda, o que foi peça chave.

Larry e eu temos 50% cada neste projeto, mas ele cuida das questões do dia a dia porque é mais organizado. Eu sou a cara da equipe, faço as relações públicas e ajudo Andrew Short, nosso atual piloto. Mas também não quero ser um típico chefe de equipe, que exige 200% do piloto. Sou muito sensível com o piloto. Minha intenção não é ser treinador de ninguém. Apenas ajudo.

Neste ponto da sua vida, resolvido, com uma família jovem, não dá vontade de dizer “vou largar as corridas e vou à praia”?
(Risos) Uma semana antes de Anaheim 1 estava pensando: “como poderia fugir desta vida agora mesmo?”. Mas tento encarar as coisas conforme elas vão chegando. Tento fazer o melhor quando chega a hora de tomar decisões, e minha família, que fique claro, está em primeiro lugar. E, felizmente, não tenho que trabalhar diariamente das 9 às 17h e posso passar muito tempo com minha mulher e filhos. Mesmo muito ocupado, temos uma grande vida.

Às vezes, olhando o passado, me dou conta de que ser piloto, apesar de ter muito pouco tempo, era mais fácil. Se alguém te liga, é só dizer “não, tenho que treinar, tenho que comer, tenho que treinar”. Mas é muito legal aprender o outro lado também, o mundo do marketing, da imprensa, e do grande papel que isso tem.

Quando você começou a correr, sonhava em ser profissional. Mas depois que isso aconteceu, foi em grande estilo. Você planejou construir um império?
Não comecei a correr por dinheiro. Infelizmente, é por isso que os pilotos correm hoje em dia. Muito garotos nascem e são criados para ganhar dinheiro para seus pais. Não escolhi esta carreira por dinheiro, foi por paixão.

Primeiro queria ser um grande piloto de motocross e tinha o sonho de correr supercross. E tudo foi muito mais incrível do que imaginei. Venho do nada e meus pais não tinham muito dinheiro. Quando comecei a correr bicicross também trabalhava de empacotador de frutas.

Quando você estava no auge, como lidava com a pressão? Consegue olhar pra trás e dizer se fez as coisas certas?
Acho que fiz um bom trabalho. Felizmente trabalhei muito e tratei muitas coisas sem perder a cabeça. Acredito que consegui equilibrar aquilo que eu queria com aquilo que era necessário. Hoje em dia os pilotos são “mandões”, fazem uma coisa só e nada mais. Nunca tive problema com meus deveres, mas levou alguns anos para me dedicar plenamente, porque eu não era tão bom no motocross e não me importava muito com isso. Ganhando o supercross estava bom. Tive que fazer um esforço enorme para ganhar corridas de MX.

Hoje se aposenta mais cedo. Ryan Villopoto já disse que vai correr mais uns três anos, o que quer dizer que terá 26 quando se aposentar. Carmichael parou com 27…
Entendo porque RC parou. Estava muito cansado e fez isso no melhor momento. Ganhou muito dinheiro. Ele, Reed e Bubba surgiram no melhor momento econômico do esporte. Villopoto também fará muito dinheiro, e talvez por isso pare tão cedo. Uma carreira curta se cria com um grande salário.

Do alto dos seus 40 anos, o que pensa sobre seu legado?
É engraçado pensar que sou uma “lenda”. Não me vejo deste jeito.

Tem alguma corrida que você considera especial – não falo em vitória, mas algo que demonstre seu caráter?
Acho que o ano de 1997 se destaca. O ano que corri de Suzuki. Foi um ano de amadurecimento por conta de todas as mudanças. Sair desta situação e ainda ganhar mais três vezes… Podia ter abandonado, feito o que muitos fazem diante de uma situação assim. Mas trabalhei muito e voltei. Terminar em segundo pode não parecer um resultado ruim, mas depois do que eu já tinha feito, era (em 1997, McGrath foi vice-campeão do Supercross perdendo para Jeff Emig depois de ter sido campeão em 93, 94, 95 e 96).

 

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Como chefe de equipe – Foto: McGrath Divulgação

 

Teve algum momento que você pensou que deveria ter escolhidou outro caminho?
Em 97, mesmo que tenha sido difícil, fiz a coisa certa. Se olho pra trás, acho que não mudaria nada. No máximo mudaria o momento em que fui correr de KTM. Mas, o que muitos não sabem, é que o objetivo era construir uma nova moto. Depois do contrato assinado, mudaram de ideia, me enganaram. Mesmo assim é gratificante ver os resultados que estão conseguindo agora. As pessoas da KTM são fantásticas, mas comigo não funcionou.

Quando fui terceiro em 2002 e a Yamaha decidiu me trocar por outro piloto, foi como um soco a cara. Não ganhavam um título de supercross desde 1981, e eu ganhei três seguidos para eles. Tenho muitos amigos na Yamaha, mas isso foi um insulto. Então queria fechar logo com a KTM e dar uma patada de volta. Mas não foi o que aconteceu. E foi um erro achar que aconteceria.

Quando se está ganhando, tudo que você quer é seguir ganhando e se dispõe a fazer tudo por isso. Mas nós, pilotos, às vezes esquecemos que o tempo ajeita as coisas, não importa a moto que se está pilotando.

Na sua opinião, o espetáculo segue igual?
Sinto falta das dois tempos, de seu som e seu cheiro. Agora as motos dão impressão que são fáceis de pilotar. São rápidas e potentes, se pode saltar qualquer coisa. Melhoraram os pilotos lentos.

Em relação aos patrocinadores, parece que os energéticos tomaram o espaço que era das empresas de tabaco nos anos 80 e 90?
É uma união perfeita (energéticos e motocross). Poderíamos dizer que os energéticos deram um empurrão ao esporte, mas também poderíamos olhar pelo outro lado e dizer que o supercross e motocross ajudaram a criar essas marcas.

Com tantas provas de SX e MX, o esporte corre o risco de ficar enjoativo?
É difícil responder isso, sou um fã do esporte. Mas acho que 17 etapas é demais. Acho que deveriam ser 13 ou 14, e 10 no motocross, mas se os fãs seguem acompanhando… Acho que a grande dificuldade é que temos três grandes frentes (Feld Motorsports, AMA e patrocinadores), e todas olham para seus interesses, e tem muitos chefes diferentes, o que torna difícil uma discussão sobre o assunto. Depois, é muita coisa para um piloto de motocross, que treina sete dias por semana.

Você chegou a correr em Tóquio, Barcelona e Paris. Não é lastimável que pilotos de ponta como Villopoto não fazem mais isso, que as pessoas desses lugares não possam ver ele correr?
Sim, é. Íamos ao Japão e agora não se vai a nenhum lugar mais. Parece que é isso que querem os novos pilotos de supercross. No máximo fazem Bercy (na França). Eu fui a Bercy 12 vezes. Corri em Barcelona dez vezes, Madri, Holanda, Suécia, Alemanha, Austrália. Corri pelo mundo e foi incrível!

Você transcendeu o esporte. Tem alguma história diferente para contar?
(Pensa) Tive a oportunidade de conhecer pessoas como Michael Jordan e Shaquille O´neal (astros do basquete norte-americano). Fui a um jogo e depois fui ao vestiário. Antes que eu dissesse algo, Shaquille O´neal falou “E aí, Jeremy, como vai?”. Apenas larguei um “uaau! Shaquille sabe quem eu sou!”. Isso foi muito divertido, e ainda acontece coisas do tipo.

Tenho contato com Jimmy Jonson (piloto de Nascar) e quando vejo seu nome no meu telefone lembro que ele é cinco vezes campeão e não posso acreditar que está falando comigo no telefone. O mesmo acontece com Valentino Rossi e Nicky Hayden. Quando vou ao MotoGP eles me veem e dizem “e aí, Jeremy!”. Isso é incrível!

Para encerrar, o que você tem a dizer sobre ser pai?
Primeiro tenho que dizer que ter uma família é uma grande conquista para mim. Casei com minha esposa (Kim) quando eu tinha 30 anos, e nem a conhecia antes dos 28. Tive tempo para fazer tudo que queria antes, e isso é muito importante. Ter filhos foi fantástico, e ter tempo para ficar com eles, levar ao colégio, é algo que muitos não podem fazer. É um orgulho pra mim tentar ser o melhor pai do mundo, como meus pais são para mim. Ser pai é muito importante, muito mais que qualquer outra coisa.

 

:: Ficou com saudade dos tempos de Mcgrath? Veja esses vídeos!

Em 1998, de Yamaha, brigando muito na final com Ezra Lusk


Em 1999, também de Yamaha, numeral #2

* A entrevista original, em espanhol, você lê aqui.