Bate-papo com Jeremy Martin, vencedor da primeira etapa do AMA Motocross 2014 na 250

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Jeremy Martin comanda a rodada – Foto: George Crosland

 

Foi a sua primeira vitória da carreira no AMA Motocross, e ele simplesmente deixou todo mundo na poeira. O piloto da Star Racing Yamaha, Jeremy Martin, venceu as duas baterias da categoria 250 realizadas no sábado, 24, em Glen Helen, na etapa de abertura do AMA MX 2014.

A vitória surpreendente de Jeremy Martin fez parecer que este ano estará cheio de surpresas, e que qualquer um pode vencer. No entanto, os 20 segundos de vantagem em cada corrida mostram que não será fácil para os outros pilotos. Depois das corridas, o jovem piloto revelou alguns segredos sobre como vem se preparando para o campeonato. A seguir você acompanha os melhores trechos – para ler o texto original, em inglês, clique aqui.

No início do AMA Supercross parece que as coisas não saíram como o planejado. No final ficou um pouco melhor, mas em alguns momentos parecia que você precisava trabalhar mais para melhorar. Hoje ficou evidente que você fez o dever de casa, como foi esse processo?
Jeremy Martin: É, o Supercross foi difícil. Eu estava no fundo do poço após a segunda rodada. Tem sido um processo. Eu sabia que isso ia levar um tempo, apenas baixei a cabeça e continuei trabalhando, e no final da temporada eu já estava bem e pude vencer em Las Vegas. Eu sei que alguns caras não estavam lá, mas depois de não classificar, lutar e vencer foi simplesmente fantástico. Então vencer as duas baterias hoje foi bom. Os caras da 250 são rápidos. Cooper (Webb, companheiro de equipe) fez 2-2 nas baterias hoje, e isso só mostra como a Yamaha está trabalhando bem.

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Ryan Dungey venceu na 450 e você na 250. Como foi isso – dois caras de Minnesota vencendo em suas categorias na Califórnia? Foi um momento especial para vocês?
Jeremy Martin: Foi muito legal! Ele ficou em primeiro lugar no geral, e para mim foi muito bom vencer as duas baterias e trazer essas vitórias para casa. Foi sensacional. Ryan e eu treinamos juntos no rancho do Carmichael, nos conhecemos. Quando ele vai bem, eu o parabenizo e vice-versa, e isso é muito bom.

Você já passou algum tempo em Glen Helen? Nós sabemos que você cresceu no centro-oeste. É a sua primeira corrida aqui?
Jeremy Martin: Não, na verdade entre St Louis e Nova Jersey eu corri o Califórnia Classic aqui. Larguei no concreto (Glen Helen tem esta particularidade) e testei a configuração da moto para o motocross. Consegui aprender a pista bem. Hoje tinha muitos traçados, mais buracos. Pensei que seria pior para a segunda bateria mas fiquei surpreso de como tudo seguiu bem.

 

:: Melhores momentos de Glen Helen

 

Na segunda bateria, enquanto tínhamos o veterano Broc Glover na cabine de locução conosco, havia água parada entre os saltos. A pista estava provavelmente escorregadia. Você era o único que saltava três depois da chegada, e aí você saltou um pouco curto e Broc disse “Oh, ele vai tirar a mão um pouco”, com certeza que você saltaria só dois, mas você voltou a saltar triplo. 25 segundos de vantagem não eram suficientes? Você queria mais?
Jeremy Martin: Não, eu acho que quando você está na frente, só quer seguir na frente. Eu queria continuar melhorando e tentar aprender enquanto estava na pista. É engraçado dizer isso mas eu fiz aquilo e fiquei um pouco assustando, porém sabia que teria que fazer de novo. Imaginei que eles estavam fazendo o mesmo. Lembro do Bobby Regan (chefe da equipe) sempre na minha cola durante o Supercross dizendo que você precisa fazer tudo em todas as voltas. Vale o mesmo para o Motocross.

Sem revelar nenhum segredo, você fez dois holeshots. Poderia falar um pouco sobre as suas largadas? Foi incrível!
Jeremy Martin: Realmente tive boas largadas. Na primeira bateria eu e Zack Bell viramos a primeira curva praticamente juntos. Foi engraçado, na segunda bateria ele alinhou comigo por fora e eu pensei “Tudo bem, esse cara é muito bom em largadas e eu vou ter que dar meu máximo”. Andamos lado a lado um bom trecho. Consegui largar bem, isso é importante, aqueles caras são rápidos, não dá para brincar. Os caras estão em plena forma. Como tive uma boa largada e me mantive na frente, pude impor meu ritmo e pilotar do meu jeito sem ter que me preocupar em passar os outros.

Você teve duas grandes largadas, em seguida tivemos bandeira vermelha. Quando voltou para largar novamente, pela terceira vez, sentiu que era capaz de simplesmente repetir a façanha?
Jeremy Martin: É, eu pensei nisso. Eu pensei “cara, eu tive uma boa largada, que azar ter que voltar”. Eu sabia que precisava de um reagrupamento para conseguir outra boa largada. Cooper estava atrás de mim e acho que quando re-largamos ele continuou na mesma posição. Mas é lamentável, meu companheiro de equipe, Anthony Rodriguez se machucou. Mas ele deve estar de volta em breve eu espero, para pegarmos nossas Yamahas e rasgarmos mais alguns holeshots.

 Jeremy Martin em Glen Helen

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Jeremy Martin – Foto: George Crosland

 

Tenho certeza que você entrou na corrida pra ganhar, mas você esperava ganhar assim? Nós não vemos um cara dominar a AMA MX 250 assim, quer dizer, eu não lembro da última vez que um cara liderou todas as voltas e fechou com 20 segundos de vantagem. Você esperava isso?
Jeremy Martin: Acho que o que me ajudou muito a ter confiança foi ter voltado depois de Las Vegas, eu tive que voltar para o ranho Carmichael. Nos treinos eu vi que estava cada vez melhor, meu cenário era bom. Então eu sabia que estava confiante, sabia que poderia pilotar bem em Glen Helen. Apoiei minha corrida nisso, me senti confortável e a moto estava boa. Essas Yamahas são muito boas de pilotar, e são poderosas.

É uma moto totalmente nova. É o primeiro campeonato em que este modelo 2014 aparece com cilindro reverso e tudo mais. Como compará-la com a moto do ano passado, é muito mais rápida?
Jeremy Martin: Sim, é uma loucura o quanto mais rápida ela é. Tem injeção eletrônica, e isso agiliza muito. O chassi flexiona um pouco mais e isso dá uma sensação de maior conforto ao pilotar. Temos uma boa equipe, tenho boas pessoas ao meu redor me ajudando a ter certeza de que eu a moto está perfeita pra mim. Eu acho que quando você tem a moto certa pra você, então pode se colocar na posição de fazer o seu melhor.

E agora? Você tem 50 pontos e a placa vermelha na frente da moto. Como acha que vai ser o resto do ano? Você está invicto agora, tem duas vitórias consecutivas.
Jeremy Martin: Não estou preocupado em ser invicto, não estou preocupado com nada disso. A placa vermelha é apenas uma cor pra mim. Próximo sábado, 31, temos Hangtown. Temos duas sessões de treinos e duas baterias. Estou ansioso para correr bateria por bateria. Quero ser tão bom quanto eu puder e tentar ganhar o maior número de baterias possível. Tento pensar em uma etapa de cada vez.

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