Jean Ramos e Dudu Lima são convocados pela CBM para integrar equipe brasileira no Motocross das Nações 2012


Atleta da Escuderia X Motos pode ser um dos representates do Brasil na Bélgica – Foto: Mau Haas / BRMX

Jean Ramos, da Escuderia X Motos, e Dudu Lima – EMG Racing Kawasaki Rinaldi – foram convocados pela Confederação Brasileira de Motociclismo (CBM) para integrarem o time brasileiro no Motocross das Nações 2012.

O convite foi feito após a Honda vetar a participação de três atletas seus – dois titulares e um reserva –, alegando foco nas competições nacionais.

Jean e Dudu se juntariam a Balbi Junior – Pro Tork 2B Kawasaki Racing –, já confirmado pelo seu patrocinador máster para correr a 66ª edição do MXoN, que este ano acontece em Lommel, na Bélgica, em 30 de setembro.

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Agora resta saber se a resposta dos patrocinadores dos dois recentes convocados será positiva. De acordo com Firmo Alves, presidente da CBM, depende do investimento dos patrocinadores para o Brasil ter um time na Bélgica.

– No dia da primeira convocação, eu deixei claro que caso um daqueles pilotos não pudesse ir, eu convocaria os próximos da lista, de acordo com o ranking, que foi o critério utilizado pela CBM. É o que estamos fazendo. Já chamamos Dudu Lima e Jean Ramos. E se eles não puderem, vamos chamar os próximos da lista – disse Firmo em conversa telefônica com o BRMX.

Os pilotos receberam com alegria a convocação, e ambos afirmaram que vão tentar viabilizar suas participações.

– Eu fiquei muito feliz mesmo. Queria muito ir correr mais um Nações. Mas ainda não falei com nenhum patrocinador. Vamos ver se eles têm interesse – comenta Dudu Lima.

– Desejo de correr no Nações todo mundo tem. Representar o Brasil é um sonho, mas a decisão é da Escuderia – diz Jean Ramos.

Firmo Alves complementa explicando que a CBM respeita a decisão da Honda, e que não fica mágoa alguma pelo veto da empresa.

– A CBM chamou os pilotos, os melhores classificados na época. Se a Honda não quis levar, temos que respeitar as prioridades de marketing da empresa. Respeito a decisão da Honda como respeito as outras empresas e suas vontades comerciais – afirma.

– A convocação é para o piloto. Ele que vai ter que conversar com seus patrocinadores. É até uma chance para ele fazer um negócio – complementa.

– Não posso arrumar um patrocinador só e fazer todos os pilotos usarem aquela marca. Durante quatro anos a CBM foi criticada por fazer isso, e se percebeu que esse modelo não funciona. Agora estamos tentando um novo modelo, que acho que é mais justo e transparente, mas pode não dar certo também. Vamos ver – finaliza o presidente da CBM.