Hot5 – Os 5 pilotos que mais me impressionaram à primeira vista

Já vou começar me desculpando com outros gigantes do esporte que não estão nesta lista, mas gostaria de deixar claro que isto se trata de um exercício de memória, não um julgamento da história.

Existem pilotos que em determinado momento me impressionaram mais (cabe um novo Hot5) que estes listados abaixo, mas estes estão na minha memória pelo fato de que A PRIMEIRA VEZ que os vi na pista eu pensei algo do tipo: “carai, este cara anda muito mesmo!”.

Veja o porquê:

 

#1 – Ryan Villopoto

Vi o Villopoto na Argentina, em 2015, no Mundial de Motocross. Já era fã dele, mas confesso que meus olhos lacrimejaram quando vi RV2 passando naquelas ondulações, bem na minha frente, na ponta dos pés. Posicionamento, raça, determinação, técnica. RV2 aliava muitas características que admiro em um piloto. Naquele dia, no sábado, ele largou “meio mal” e buscou até encostar em Cairoli para uma disputa bastante emocionante. Foi de arrepiar. Veja abaixo:

 

#2 – Stefan Everts

O Everts eu vi em 1999, no Brasil, naquele MX das Nações realizado em Indaiatuba. O belga impressionou em tudo, desde o jeito que se concentrava e pedalava na sua bike estática dentro do paddock, até o famoso estilo de pilotar em pé ATÉ A ETERNIDADE. Naquele tempo, não víamos vídeos na palma da mão, então as referências – em sua maioria – eram fotos. Ver Stefan Everts fazer curvas em pé foi bem impressionante. Assista!

 

#3 – Antonio Cairoli

Fujo um pouco da regra aqui nesta parte do TC222 porque eu já tinha visto ele em outras corridas, mas ver ele em Lommel no MX das Nações 2012 me chamou atenção demais. Aquela pista é algo diferente de tudo, por isso se você for assistir uma corrida lá, vai me perdoar por quebrar a regra. Cairoli enfrentava aqueles buracos-canaletas como ninguém (tá, o Herlings também matou a pau naquele dia). Técnica pura para saltar de um buraco para o outro. Eu nunca tinha visto ao vivo alguém que fizesse algo assim.

 

#4 – Austin Forkner

Este rapazote me impressionou aos 16 anos, quando ainda era amador correndo o Mini Os, na Flórida, em 2014. Rápido e agressivo, me lembrou o Villopoto. Aquela pista do Gatorback Cycle Park tem subidas, descidas e uma longa sessão de costelas que ele fazia voando! Largava (quase) todas em primeiro e ampliava a vantagem facilmente. Um monstrinho!

 

#5 – Carlos Campano

Já me chamam de puxa-saco do Campano aos montes. Depois desta, chamarão mais ainda. Mas é fato que me impressionei quando vi o espanhol pela primeira vez, em Canelinha, ano de 2011, correndo uma prova que foi chamada de “Desafio Latino-Americano de Motocross” (não está na minha memória o holeshot – em maio daquele ano – no GP Brasil em Indaiatuba, nem me lembro dele com detalhes no GP Brasil em Canelinha no ano de 2009). Em Canelinha-2011, Campano atropelava as costelas e os buracos como nenhum outro. Sobrava raça e técnica em cima daquela YZ450F. Voava. Me impressionei.

A foto é de 2015, mas ilustra bem o estilo “ao ataque” do espanhol – Foto: Mau Haas / BRMX

 

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