Hector Assunção, líder do Brasileiro de Motocross na MX2, comenta bom momento

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Hector venceu as últimas quatro baterias do Brasileiro de Motocross – Crédito: Mau Haas / BRMX

 

Hector Assunção, 23 anos, começou a temporada como favorito para levantar o caneco da categoria MX2. Passadas três etapas do Brasileiro de Motocross, ele vai confirmando o status ao liderar a classe com 23 pontos de vantagem sobre seu principal concorrente, o também paulista Dudu Lima.

Com quatro vitórias nas seis baterias disputadas, mostra que tem condições de garantir mais uma taça ao final da temporada. O piloto da Equipe Honda Mobil está atrás do tricampeonato na categoria antes de se mudar para a classe das 450cc. Apesar de ter idade para correr na MX2 em 2016, ele tem ganas de estar ao lado de Jean Ramos, Carlos Campano, Paulo Alberto e companhia no gate da próxima temporada.

Nesta segunda-feira, 24, ele conversou com o BRMX e falou do bom momento. A missão da semana é se preparar para reagir no Arena Cross, competição que ocupa a terceira colocação na tabela, oito pontos atrás do líder (Dudu Lima), e na qual venceu uma das três baterias realizadas.

Confira os principais assuntos abordados!

 

:: Início azarado. Hector ficou em terceiro na abertura do Brasileiro de Motocross quando teve problemas com sua moto nas duas baterias. Mesmo assim, mostrou sua qualidade em duas corridas de recuperação.

– Foi um começo de campeonato difícil. Uma semana antes da abertura (do Brasileiro de Motocross, em maio), quando estava treinando, acabei lesionando meu tornozelo e isso atrapalhou um pouco meu desempenho na primeira etapa, mas mesmo assim consegui andar bem. Na primeira bateria, minha moto apagou na largada e, saindo em último, fiz uma prova de recuperação e finalizei em terceiro. Na segunda bateria, consegui largar bem, estava andando em um ritmo bom e tive problemas com a moto, tendo que diminuir a velocidade e finalizar em sexto. Apesar das dificuldades, foi uma boa prova! – relembra.

 

:: Concorrência forte. Nomes como Gustavo Pessoa, Enzo Lopes, Pepê Bueno, Caio Lopes, João Ribeiro e Fabinho Santos impressionaram muita gente pela agressividade neste início de campeonato. Para Hector, isso já era esperado.

– Já esperava a garotada vindo forte esse ano, em 2014 eles já fizeram boas corridas e a tendência era que eles viessem fortes em 2015. Mas eu acho bem legal ver os pilotos jovens com boa velocidade, isso é muito bom para nosso esporte aqui no Brasil! – opina.

 

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Piloto tem vontade de subir para a 450 em 2016 – Crédito: Mau Haas / BRMX

 

:: Sobre ser o favorito da temporada e ter aquela pressão do number one.

– Tive algumas dificuldades na abertura, como disse. Podemos dizer que o nervosismo por ser a primeira etapa e ser o atual campeão da categoria, fizeram com que eu andasse um pouco tímido. Mas na segunda etapa, deu tudo certo e consegui vencer, não foi nada fácil! O Enzo Lopes e o Gustavo Pessoa andaram bem forte, tive que enrolar o cabo para conseguir vencer.

 

:: Planos para 2016. Se pensa em subir de categoria no próximo ano?

– Sim! É meu sonho correr na categoria MX1 e correr de igual para igual com os caras. Gosto muito de andar de 450cc e me sinto bem a vontade na moto. Sei que será difícil o primeiro ano, correr duas baterias de 30 minutos + 2 voltas de 450cc não deve ser fácil. Mas não tenho nada certo para 2016 ainda, até porque tenho mais um ano na categoria MX2, mas quero muito!

 

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Hector disputando com Dudu Lima e Enzo Lopes – Crédito: Mau Haas / BRMX

 

:: Sobre o Arena Cross 2015

– O Arena Cross está sendo legal, tivemos boas pistas na primeira e segunda etapas. Infelizmente na terceira acabou chovendo e, com barro, é difícil deixar uma pista de Arena Cross bacana. As disputas estão bem acirradas, acabei caindo forte na primeira etapa quando disputava as primeiras posições e fiquei 13º, na segunda etapa fiz 2º e na terceira consegui vencer. Espero vencer as duas últimas e ser campeão da temporada 2015!

 

:: Sobre a rotina de treinos

– Minha rotina de treinos não é muito complicada. Treino de três a quatro vezes durante a semana e não treino nos finais de semana quando não tem corrida. Com moto, somente na parte da manhã, e à tarde deixo para parte física, como academia, bike ou correr! E faço isso sempre com meus companheiros de equipe, Adam, Paulo, Caio, Pessoa, Stefany, Rafael. A pista principal de treinamento é a de Indaiatuba (onde foi realizada a Copa Brasil de Motocross) e em Itupeva (Kalango Cego), mas também treinamos em Limeira (onde aconteceu a abertura do Brasileiro de Motocross) e em Salto de Pirapora (Pista do Chiquinho). Meu mecânico é o Everton Daniel (Gago), que está sempre comigo nos treinos e também nas corridas, um grande companheiro, e também tem o Marcão (mecânico do Paulo Alberto), que sempre ajuda com as motos de corrida – explica Hector.

 

:: E o irmão mais velho, Roosevelt, continua na ativa, ajuda no dia a dia?

– Ultimamente meu irmão não está indo muito em corridas, então não pode ajudar muito, mas as corridas em que ele vai, sempre ajuda em alguma coisa, principalmente em algum acerto de suspensão!