Gringos no Brasil: pilotos pedem demonstrativo dos documentos de quatro estrangeiros

Paulo, Campano, Anthony e Jetro são citados no documento – Foto: Rodrigo Jr

 

A história dos estrangeiros no Brasileiro de Motocross ganhou mais um capítulo neste fim de semana.

Os pilotos – representados por Cristiano Lopes (que foi escolhido pela classe como representante oficial perante à CBM) – enviaram ofício à CBM (Confederação Brasileira de Motociclismo) pedindo um parecer sobre a documentação dos atletas estrangeiros que disputam o BRMX 2020.

O espanhol Carlos Campano, o equatoriano Jetro Salazar, o português Paulo Alberto e venezuelano Anthony Rodrigues são citados no documento. Humberto “Machito” Martin, também venezuelano, já se tornou cidadão brasileiro e não conta mais como um estrangeiro no gate.

O ofício assinado por Cristiano Lopes estipula o prazo de dois dias úteis para que os documentos dos quatro pilotos sejam apresentados. Veja abaixo uma cópia da parte do documento. – Clique aqui para ler o documento na íntegra.

– Como estamos numa discussão sobre o regulamento do próximo ano, houve pedidos dos pilotos para que a gente tivesse esta transparência em relação ao assunto. Por isso, questionamos a CBM. É um documento público, todos têm o direito de saber. E agora é o momento de debater como trazer estrangeiros sem prejudicar os brasileiros – esclarece Cristiano Lopes.

O regulamento do Brasileiro de Motocross prevê a participação “marcando pontos” de estrangeiros na categoria MX1, desde que tenham se “desfiliado” da Federação anterior, tenham se filiado à CBM, e que estejam legais “perante as leis de imigração brasileira e estatuto do estrangeiro de acordo com a Constituição Federal.” Além disso, a equipe precisa declarar a contratação de um brasileiro para cada estrangeiro no time.

Em entrevista ao BRMX neste sábado, o presidente da CBM declarou:

– Não cabe, juridicamente, à CBM, exigir documentos referentes à imigração. Cabe à CBM exigir documento desportivo, e assim ela o fez, exigindo carta de desfiliação. Como o Cristiano protocolou documento pedindo à CBM estes documentos, nós vamos notificar todas as equipes que têm pilotos estrangeiros para que apresentem estes documentos. Vamos consultar nosso jurídico como fazer a notificação e devemos notificar na semana que vem e aguardar a manifestação das equipes. Com a documentação em mãos, podemos esclarecer se há algum problema – disse Firmo Alves.

Enquanto isso, dentro da pista, os gringos vão dominando. Balbi Junior, em 2011, foi o último brasileiro a ser campeão do Brasileiro de Motocross na MX1. De lá pra cá, Campano ganhou cinco vezes (2012, 2014, 2015, 2017, 2018), Jetro duas (2016 e 2019) e Adam Chatfield papou uma (2013).