Mundial de Motocross 2016 chega à Tailândia para segunda etapa, neste fim de semana

MX2startSat_MXGP_1_QAT_2016
Largada da categoria MX2 no catar – Crédito: MXGP

 

Neste fim de semana, 5 e 6 de março, acontece a segunda rodada do Mundial de Motocross 2016, em Suphan Buri, Tailândia. A pista fica cerca de seis horas de Bangkok, capital do país, e é totalmente nova no circuito. A equipe responsável pela construção do traçado afirmou que este ano será totalmente diferente do que foi apresentado em solo tailandês na temporada 2015, com menos saltos e mais rápida. Certamente, o grande adversário nesta segunda rodada será o calor, a previsão é de 38 a 40 graus, exigindo muito do preparo físico dos atletas.

>>> Confira a tabela de classificação

No início da temporada, os ânimos estão sempre à flor da pele para os pilotos, e os mecânicos e equipe trabalham duro em busca do melhor ajuste das motocicletas. Em meio a esse clima conturbado, semana passada, a abertura do campeonato revelou algumas surpresas, como Tim Gajser na MXGP. Oque foi campeão mundial da MX2 na temporada anterior demonstrou confiança no Catar, e isso refletiu em sua corrida. Com voltas rápidas e consistentes, ele dominou as duas baterias em sua estreia na categoria.

O atual campeão da MXGP, Romain Febvre, da Yamaha, subiu ao pódio nos últimos três anos na Tailândia. Venceu dois anos consecutivos na MX2, masnão ganhou em sua estreia na MXGP na temporada passada. Sua regularidade somada à força mental dele, o torna uma aposta sólida para a vitória.

>>> Veja o calendário completo de competições

Evgeny Bobrishev, da HRC, será um dos que mais sentirá a diferença climática, tendo em vista que na Rússia a temperatura é baixíssima. A Honda não tem o melhor dos históricos na Tailândia, mas após um inverno intenso de preparação e o grande começo que obtiveram no Catar, pode ser o suficiente para fazer diferença em seus resultados.

Para Jeremy Van Horebeek, da Yamaha, o pódio de 2014 na Tailândia foi o início de uma sucessão de bons resultados. O belga conquistou outros dez pódios consecutivos depois do GP tailandês daquele ano. Certamente, ele irá querer repetir esse feito em 2016.

>>> Clique aqui para acompanhar as provas ao vivo!

Para o piloto KTM, Antonio Cairoli, a Tailândia sempre foi sinônimo de pódio. Nunca o italiano ficou fora dele neste país. Porém, já faz 11 etapas que o italiano não tem o gostinho de estar entre os três melhores de uma rodada de Mundial. Sua última aparição no pódio foi no GP da França, em 2015. O calor pode ser um ponto a favor da lenda italiana nessa rodada, devido sua vasta experiência.

 

CairoliFri_MXGP_1_QAT_2016
Será que Cairoli retornará ao pódio na Tailândia – Crédito: MXGP

 

MXGP top 10 na classificação do campeonato
1. Tim Gajser – Eslovênia – 50 pontos
2. Romain Febvre – França – 42
3. Evgeny Bobryshev – Rússia – 42
4. Jeremy Van Horebeek – Bélgica – 34
5. Antonio Cairoli – Itália – 33
6. Shaun Simpson – Inglaterra – 30
7. Tommy Searle – Inglaterra – 25
8. Kevin Strijbos – Bélgica – 25
9. Glenn Coldenhoff – Holanda – 25
10. Maximilian Nagl – Alemanha – 24

 

MX2: quem pode deter Herlings?

HerlingsSat_MXGP_1_QAT_2016
Jeffrey Herlings – Crédito: MXGP

 

As provas em território asiático têm sido boas para Jeffrey Herlings, que domina a classe MX2 há quatro anos (apesar de as lesões lhe tirarem dois títulos quase certos) . O único piloto que conseguiu igualar sua velocidade no Catar foi Dylan Ferrandis, porém, no fim da primeira bateria o holandês conseguiu superá-lo e, certamente, Herlings estará ainda mais determinado na Tailândia.

Para Ferrandis, a pré-temporada não foi perfeita, pois o francês disse que ainda precisa trabalhar em detalhes do setup de sua Kawasaki para chegar aonde quer. Após a etapa do Catar, ele retornou para a Europa para dois dias de testes e ajustes em sua motocicleta para então ir para a segunda rodada e tentar superar o holandês.

O jovem da KTM, Pauls Jonass foi uma das grandes surpresas da temporada 2015 por ter sido um forte candidato ao título em seu ano de estreia. Para Jonass, a Tailândia é um marco em sua carreira, afinal, foi lá que ele conquistou o seu primeiro pódio.

Enquanto isso, Jeremy Seewer, da Suzuki, teve um treinamento de inverno sólido com Stefan e Harry Everts, ambos campeões do mundo (Everts dez vezes campeão do mundo e Harry, seu pai, quatro vezes).

Brent Van Doninck é o dono da quinta posição no campeonato após a prova do Catar. Será a primeira vez do piloto Yamaha na Ásia e certamente será um grande teste de resistência física e mental para o jovem piloto belga, que estreia este ano na MX2. Como será seu desempenho depois de um começo sólido?

 

MX2 top 10 na classificação do campeonato
1. Jeffrey Herlings – Holanda – 50 pontos
2. Dylan Ferrandis – França – 44
3. Pauls Jonass Letônia – 40
4. Jeremy Seewer – Suíça – 34
5. Brent Van doninck – Bélgica – 31
6. Petar Petrov – Bulgária – 30
7. Aleksandr Tonkov – Rússia – 30
8. Samuele Bernardini – Itália – 25
9. Brian Bogers – Holanda -17
10. Jens Getteman – Bélgica – 17

 

PaulinFri_MXGP_1_QAT_2016 PaturelFri_MXGP_1_QAT_2016 Ferrandis_MXGP_1_QAT_2016

 

 

Como ver ao vivo?

É possível assistir o Mundial de Motocross de duas maneiras. A Bandsports – canal de TV por assinatura – transmite ao vivo para o Brasil e você também pode ver pela internet. A transmissão oficial do evento, em HD, custa 7,99 Euros (cerca de 35 Reais) – clique aqui para ver.

Veja a programação abaixo (horário de Brasília). Atente que esta etapa acontece durante a madrugada brasileira, mas a Bandsports deve transmitir o VT ao meio-dia de domingo.

2h – MX2 / 1ª bateria
3h – MXGP / 1ª bateria

5h – MX2 / 2ª bateria
6h – MXGP / 2ª bateria