Evgeny Bobryshev fala sobre os preparativos para temporada 2013

A equipe Honda do Mundial de Motocross tem tudo para se recuperar em 2013 após um ano difícil em 2012, quando seus pilotos foram apenas nono e décimo no campeonato.

Com a chegada do alemão Max Nagl para a vaga do português Rui Gonçalves, e a recuperação do russo Evgeny Bobryshev, o time vermelho cresce em agressividade e potência.

Desde 2000 a marca não fatura a principal categoria do Mundial. Naquele ano, Frédéric Bolley conquistava o bi da 250 2T e encerrava uma década de conquistas da Honda, que teve outros quatro títulos na categoria desde 1991, quando o norte-americano Trampas Parker ergueu a taça. Na sequência, o sulafricano Greg Albertyn (1993) e o belga Stefan Everts (1996 e 1997) fizeram a moral da marca.

Após divulgar as primeiras imagens de Max Nagl na equipe de 2013, nesta quinta-feira, 17, a Honda publicou entrevista com Evgeny Bobryshev.

Recuperado de lesões que o atormentaram na temporada passada, o russo pretente ser mais consistente em 2013, começando pelo Mantova Starcross, que rola na Itália nos dias 26 e 27 de janeiro.

Depois do fim da temporada, em setembro, você voltou para a Rússia?
Evgeny Bobryshev:
Não. Segui na Holanda, depois fizemos os testes no Japão, e em dezembro fui para a Itália para começar os treinos físicos. Treinei forte até 23 de dezembro. Trabalhamos com o doutor Francesco Pacelli, da Universidade de Padova, e com Remo Longhin, que participou dos trabalhos na altitude. Eles me destruíram. E como estão comigo há algum tempo, eles sabem exatamente o que eu preciso.

E depois do Natal?
Evgeny Bobryshev:
Continuei o programa de treinos. Passamos a virada de ano na Holanda e depois voltamos para a Itália para treinar mais, porém com menos intensidade. Também começamos os treinos com moto na Sardenha. Me sinto melhor do que nos anos anteriores. Mais forte física e mentalmente. Nunca treinei tão bem antes.

Nos testes no Japão, em novembro, quais foram suas primeiras impressões da CRF 450R 2013?
Evgeny Bobryshev:
Gostei. Fomos a uma pista pesada de areia e o sentimento foi bom. A ciclística e o chassi são muito bons, e isso é muito importante. Ela vai muito bem nas curvas e me senti tão a vontade que conseguia colocá-la em qualquer lugar. A primeira impressão foi boa.

Trabalhamos cada detalhe, e chegamos a um ajuste muito bom de relação e motor. Agora, com o início das corridas, vamos melhorar ainda mais outras partes, como a suspensão. Não tem muito o que ser feito, na verdade. Já está bem bom.

Sua primeira corrida será em Mantova, em alguns dias. Como está sua preparação?
Eveny Bobryshev:
Imagino que o clima será bom para mim, já que Mantova é frio e tem neve nesta época. Mas agora, tudo que eu quero é correr e ver como estarei depois dos treinos. Mas, sou piloto, e quero vencer. Porém, neste ano tem que ser um pouco diferente. Aprendi muito ano passado. Mudei um pouco. Quero ser mais consistente. Quero uma boa largada para poder fazer a minha corrida. É isso que tenho buscado.

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Como é trabalhar com Max Nagl?
Evgeny Bobryshev:
Estou curtindo treinar e conviver com Max. Ele é um cara legal. Estou me divertindo com ele. Agora não somos rivais, estamos só treinando, mas ambos estão muito focados. Nas corridas será diferente. Mas do ponto de vista pessoal, nos damos bem. Ele está trabalhando muito forte também.

Ano passado você teve muitas lesões. Está curado de todas?
Evgeny Bobryshev:
Não diria que estou 100% porque meu polegar ainda sente a lesão sofrida em Valkenswaard no ano passado. Mas isso não é um obstáculo muito grande. Estou bem saudável.

Você fará algo diferente neste ano?
Evgeny Bobryshev:
Me sinto mais capaz, mas a MX1 está muito forte. Quero ter bons resultados e ser consistente. A temporada é longa e você precisa ser forte corrida após corrida. Sei que tenho costume de forçar demais, mas vou analisar a cada corrida se devo ou não forçar. Saberei aceitar se não tiver condições de ganhar mais uma posição, para não acontecer quedas como no passado, quando a moto também era nova e tivemos que testar muito durante as corridas. Mas sinto que estamos melhor preparados para 2013.

O que você acha da abertura ser à noite, no Catar?
Evgeny Bobryshev:
Levanto as mãos para o céu por causa disso. De dia é muito quente, e à noite é mais fresquinho. Muito melhor que seja à noite. Não gosto do calor. Nunca pilotei com luz artificial, e isso vai ser diferente. Estou ansioso para ir para lá. Nunca estive lá antes.