Equipe IMS Honda Pirelli Vulcano contrata dois portugueses para competir no Arena Cross

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Paulo Alberto manterá número 211 para correr no Brasil – Foto: Paulo Pereira

 

A equipe IMS Honda Pirelli Vulcano contratou os portugueses Paulo Alberto e Hugo Basaúla para as duas próximas etapas do Arena Cross 2012, que acontecem no dia 27, em Indaiatuba, São Paulo, e Brasília, Distrito Federal, no dia 10 de novembro.

Paulo Alberto, 22 anos, é tetracampeão português de supercross e tricampeão de motocross. Nos dois últimos anos, integrou a seleção portuguesa no Motocross das Nações. Em 2012, andando na categoria MX2, conquistou 21ª posição na bateria MX2/MX3, ajudando Portugal a terminar na nona colocação do MXoN.

– Venho ao Brasil por um convite da IMS, em primeiro lugar para conhecer, depois para ver que resultados vou alcançar – comenta o atleta, que desembarcou em terras tupiniquins na terça-feira, 16. Ele vai andar de moto Honda 450cc (categoria Pró), enquanto passou toda temporada competindo de Suzuki na Europa. O número será 211.

Hugo Basaúla, 23 anos, já foi campeão nacional de motocross e supercross na categoria das 250cc. Este ano, era o piloto suplente do time português no Motocross das Nações.

– Tive uma temporada irregular. Comecei de Kawasaki, em más condições, e depois fui para a Suzuki, quando as coisas melhoraram. Aí fui campeão de supercross na 250 e terminei a Open em terceiro – conta Basaúla, que no Arena Cross andará de Honda 250cc (categoria MX2), numeral 747.

Ambos vêm ao Brasil com esperanças de arrumar contrato para a temporada 2013.

– Correr no Brasil é uma possibilidade muito interessante. Ainda não temos contrato assinado para o próximo ano, então, estamos abertos a negociações – declara Basaúla.

Para Wellington Valadares, proprietário da IMS e responsável pela vinda dos atletas, esta é mais uma oportunidade para os brasileiros se espelharem no que os europeus estão fazendo.

– Acho que os brasileiros devem se espelhar como nós fizemos no passado, quando o Rodney (Smith) veio para o Brasil. Eu corria sem apoio nenhum, tinha que fazer tudo, não tinha nem mecânico, cozinhava, arrumava a moto, dirigia, era sozinho. E com isso nós crescemos, o motocross cresceu no Brasil. Agora, essa vinda de estrangeiros pode ajudar novamente. Não precisa ir pra fora fazer intercâmbio, o intercâmbio está aqui – opina Valadares.

Ele também explica como foi trazer os portugueses:

– Estamos exportando para a Europa, e o produto está com uma aceitação muito boa. Nosso representante de lá deu a dica, disse que os pilotos estavam disponíveis para vir. Nós trouxemos. Não sei se vão ser pilotos IMS no ano que vem, mas isso não deixa de ser um teste. A certeza é que vamos ter uma equipe forte, com pilotos de MX2 também – adianta.

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Hugo Basaúla já competiu de Kawasaki e Suzuki em 2012. Agora vai de Honda para o Arena Cross – Foto: Rodrigo Urbano de Castro

 

* Texto atualizado às 20h15 desta quinta-feira, 18