Depois de correr o AMA MX, Gustavo Pessoa volta ao Brasileiro de Motocross

Gustavo Pessoa volta ao Brasileiro
Gustavo Pessoa – Foto: Fabio Aleixo

 

O paulista Gustavo Pessoa voltou nesta terça-feira, 25, ao Brasil para correr a segunda etapa do Brasileiro de Motocross 2017, que acontece no fim de semana, 29 e 30 de julho, em São José, Santa Catarina.

Depois de participar de 6 das 8 rodadas do AMA Motocross 2017, o piloto da IMS Honda Ipiranga tenta manter a liderança do campeonato brasileiro, que teve apenas uma rodada realizada neste ano.

Na abertura da temporada brasileira, em junho, Gustavo ganhou as duas baterias realizadas em Cornélio Procópio, Paraná. Está com vantagem de 10 pontos sobre Leonardo Souza, Fabio Santos e Pepê Bueno, que estão empatados na vice-liderança.

Nesta quarta-feira, ele conversou com o BRMX sobre este momento e falou das duas últimas participações no AMA MX. Confira!

 

BRMX: Descansado da viagem já?
Gustavo Pessoa: Sim. Já deu pra descansar e voltar ao fuso horário. Agora é foco no Brasileiro.

BRMX: Houve quem pensou que você ficaria nos EUA e não correria mais o Brasileiro.
Gustavo Pessoa: Dei uma brincada no Facebook e a galera levou pro lado sério. Estou focado no Brasileiro. Quinta-feira saio daqui de São Paulo rumo a Santa Catarina.

BRMX: Conte um pouco das suas últimas corridas no AMA MX. 
Gustavo Pessoa: Em RedBud andei bem, na frente do Cantrell até, mas tive problema no pedal de câmbio e isso prejudicou o resultado. Em Southwick fui bem, mas caí com o Forkner na largada, depois fui me recuperando, estava em 16º e comecei a ter problema na embreagem, fui perdendo posições, acabou o Cuningham me passando no fim, mas eu tava muito bem. Aí, pouco tempo de intervalo, tentamos mexer mas não deu tempo de arrumar, tive que ir com a moto do Fábio (Aleixo), uma 2014 original. No meio do caminho, estourou o amortecedor traseiro, caí e parei. Em Spring Creek a pista estava muito difícil, a mais difícil do ano, porque choveu muito. Até os Martin, que são os donos da pista, falaram que nunca viram ela assim. Fiz 20º, muito próximo do 19º, mas não andei tudo pista que poderia. Na segunda bateria, larguei mal, estava em 19º, tive problema elétrico. Fiquei triste por não terminar, mas no fim ganhei o prêmio do Whoop Monster, que é uma tradição de lá, entregue ao melhor privado, saí com o troféu, pneu e 300 dólares, o que me deixou muito feliz.

BRMX: Vários problemas atrapalharam, mas você tem conseguido ser regular entre os 20 primeiros.
Gustavo Pessoa: Eu to andando na casa dos Top20 mesmo. Meu melhor resultado foi em Glen Helen, 16º, e depois sempre aconteceu alguma coisa pra atrapalhar, mas vejo que to com velocidade pra andar entre os 15, apesar de ser difícil pra caramba. Se você notar, os 20 melhores pilotos são das equipes de fábrica ou têm apoio muito bom da fábrica. Um exemplo é o Lorenzo Locurcio, que tem moto de corrida, moto de treino, carreta, só vai pra corrida pensando em pilotar. E eu tenho uma moto só, tenho que cuidar pra não estragar, viajo na van. Mas, tenho aprendido muito.

BRMX: Agora vem corrida do Brasileiro em São José. Gosta desta pista?
Gustavo Pessoa: Gosto da pista, mas não andei nela ainda. Em 2015, quando teve a Copa Brasil, eu estava machucado. Mas o objetivo é o mesmo de sempre, largar bem, se divertir, somar pontos.

BRMX: Depois volta para o AMA?
Gustavo Pessoa: É o objetivo. Queremos voltar pro AMA e terminar. Estamos fazendo os cálculos.

 

Com o troféu do Whoop Monster – Foto: Fabio Aleixo