#COPAnoBRMX – Motocross em Camarões complica vida da reportagem do BRMX

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motocross de camarões

 

Camarões. País africano, localizado a centro-oeste do continente, cercado por Nigéria, Chade, República Centro-Africana, Guiné Equatorial, Gabão, Congo e o Oceano Atlântico. Será que existe motocross na casa do terceiro adversário da Seleção Brasileira de futebol na Copa do Mundo FIFA 2014?

Seguindo a série de reportagens que mostram como é o motocross nos países que enfrentam a Seleção Canarinho no futebol durante o evento esportivo mais badalado do momento – leia sobre a Croácia aqui e sobre o México aqui -, chegamos a Camarões, lar de mais de 200 grupos linguísticos diferentes, território que já pertenceu à Alemanha, mas depois da Primeira Guerra Mundial foi dividido entre Grã-Bretanha e França (por isso as línguas oficiais são francês e inglês).

O país, considerado totalmente independente apenas a partir de 1961, é conhecido por seus estilos musicais nativos, especialmente Makossa e Bikutsi, e pelos altos índices de corrupção e pobreza.

No esporte, o forte mesmo é o futebol (a seleção nacional já participou de sete Copas do Mundo – o maior número de participações entre os países africanos), apesar da pátria enviar delegações para os jogos olímpicos com frequência, mas com quase zero de êxito.

Como você sabe, jogar bola é mais barato que correr de moto. E Camarões, apesar das grandes empresas de petróleo (nas mãos de poucos empresários), ainda concentra muita pobreza entre seus habitantes.

A população utiliza MUITO a moto como meio de transporte, como podemos ver nos vídeos no final da página, mas motocross é uma raridade quase do nível da AVE-ELEFANTE.

Se sabe que existe uma pista perto do aeroporto de Douala, a cidade mais populosa do país, o que basicamente representa o motocross de Camarões.

É lá que acontecem as reuniões do Moto Clube “Club Sportif Auto/Moto du Littoral” que, pelas fotos, parecem bem divertidas (como qualquer domingo na pista).

Anualmente se organiza um evento ali, que recentemente contou com a participação do piloto aposentado Vincent Turpin, da França. Neste treino/corrida, se reúnem pilotos de motocross, enduro, quadri, para diversas provas em várias categorias de idades, de crianças a adultos.

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Pista de Douala – Foto: Divulgação Moto Clube

 

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Repare na mistura de motos de enduro, motocross e nesta largada em Douala – Foto: Divulgação Moto Clube

 

Sua moto pode virar comida de leões

Como o motocross em Camarões não é assim tão difundido, resolvemos expandir as fronteiras da pesquisa e mostrar um pouco do motocross na África, em geral, destacando dois EXPOENTES do esporte no continente.

O primeiro expoente é uma homenagem da MyPlayCity – desenvolvedora de jogos para videogame -, que fez um jogo chamado Super Motocross África. Um joguinho em 2D muito divertido com 15 fases que se ambientam na África, logicamente.

Vale a pena baixar e jogar! Clique aqui e se divirta!

 

 

Motocross famoso na África é na África do Sul

:: Grant Langston em 2007, ano que foi campeão do AMA MX

 

País sede da última Copa do Mundo FIFA (apenas para manter o gancho), a África do Sul é também o país mais rico do continente. Não por acaso, é lá que encontramos os registros mais fortes de esporte a motor daquelas bandas.

A África do Sul tem campeonatos de motocross (algumas provas de supercross) ativos, e já exportou pilotos campeões mundiais e do AMA SX e AMA MX.

Greg Albertyn provavelmente é o piloto mais expressivo da história do país. Campeão Mundial em 1992 de 125cc e em 1993 e 94 de 250cc, também conquistou o AMA Motocross de 1999 na 250cc. Antes dele, Greg Wilson fez algum sucesso no fim da década de 70.

Depois de Albertyn, apareceu Grant Langston, que foi campeão mundial em 2000 (na 125cc), e do AMA MX em 2003 (125cc) e 2007 (250cc), além de faturar um Supercross em 2005 na 250 Costa Leste e outro em 2006 na Costa Oeste.

Tyla Rattray, mais tarde, foi campeão mundial em 2008 na MX2, depois fez temporada nos Estados Unidos (sem títulos) e voltou ao Mundial MX antes de encerrar a carreira.

Gareth Swanepoel é outro nome que você topa de vez em quando no AMA Supercross e também é sul-africano, além do treinador mais bem sucedido do esporte, Aldon Baker, que já trabalhou com Ricky Carmichael e atualmente está com Ryan Villopoto, Ken Roczen e Adam Cianciarulo.

>>> Leia a entrevista exclusiva de Aldon Baker ao BRMX

Ryan Hunt, Denis Hewertson, Paul Cooper, Glen Dempsey também tiveram seus nomes escritos na história do motocross local. O campeão nacional de 2013 é Richard van der Westhuizen, que se aposentou no ano passado com 28 anos após conquistar 12 campeonatos sul-africanos (contando todas as categorias).

Nomes como Calvin Vlaanderen, Caleb Tennant, Aaron Mare, David Goosen, Damon Strydom e Nicholas Adams são os principais da atualidade.

Um país de terceiro mundo, assim como o Brasil (apesar e muito menor), com uma história de motocross um tanto parecida (força nos anos 80, início da decadência nos anos 90 e empobrecimento nos anos 2000), mas que soube fazer alguns grandes pilotos, com destaque mundial.

Recentemente sediou etapas do Mundial MX em 2005 e 2006, o que deu uma sobrevida ao esporte, que luta para voltar aos tempos áureos. Tem mais de 20 pistas cadastradas, que recebem as principais competições do país ao longo de toda temporada.

 

:: Motocross na África do Sul (campeonato nacional)

 

Extras

Para saber mais sobre Camarões, sua cultura, história, economia, dê uma olhada aqui.

Confira abaixo alguns vídeos curiosos.

:: Moto como meio de transporte em Douala, cidade mais populosa do país

 

:: Curta o som da Makossa

 

:: E que tal o som da Bikutsi

 

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