Confira como foi o primeiro dia dos brasileiros no Six Days 2017 na França

Bruno Crivilin representa o Brasil na 92ª edição – Fotógrafo: Janjão Santiago

 

A seleção brasileira começou a 92ª edição do Internacional Six Days de Enduro (ISDE) com o pé direito. O time brasileiro fechou o dia no top 10, com Bruno Crivilin e Rômulo Bottrel conquistando os melhores resultados para a equipe.

Formada pelos pilotos Bruno Crivilin e Rômulo Bottrel, da Equipe Orange BH KTM Racing, e Gustavo Pellin e Diego Collet, da Equipe Sacramento, o time brasileiro conquistou a 10ª colocação na classificação por equipes. Nas categorias Individuais, Crivilin foi o 21º na Categoria E1 e Bottrel o 16° na Categoria E3. Na Classificação Geral, Crivilin foi o 51º e Bottrel o 64º. Cerca de 800 pilotos de trinta e um países estão acelerando nesta edição do Six Days.

O primeiro dia contou com duzentos e cinquenta e nove quilômetros de prova e cinco Testes Especiais Cronometrados. Bruno Crivilin (sem andar de moto desde seu acidente na Rômenia, quando venceu o Romaniacs), sentiu o tempo parado e teve que conviver com as dores neste primeiro dia.

– A prova estava bem legal, com especiais muito rápidas, mas era muito fácil cometer erros hoje. Acabei cometendo alguns, mas acho que não comprometeram tanto o resultado final. Temos que pensar a longo prazo, este foi apenas o primeiro dos seis dias. Senti bastante pelo tempo parado e a costela quebrada dói bastante. Mas com o decorrer da prova vamos nos encaixando melhor na moto e os resultados acabam aparecendo. Amanhã, 29, o percurso é o mesmo de hoje, então dá pra tentar andar um pouco mais forte – relatou Crivilin.

Já Rômulo Bottrel, apesar do bom resultado, teve seu dia comprometido por problemas mecânicos. A suspensão traseira apresentou problemas e ele teve que completar o percurso até o final, para então corrigir o problema. No Six Days, não basta só acelerar, o piloto tem que ser também um excelente mecânico, pois só ele pode dar manutenção na moto. Depois da prova os pilotos tem cerca de 13 minutos para arrumar a moto e deixá-la preparada para o próximo dia. Parece pouco tempo, mas Bottrel trocou o pneu traseiro, o filtro de ar, trocou o amortecedor traseiro e abasteceu a moto. E ainda sobrou tempo.

– Estava confiante, andando muito bem. Na primeira especial fiz o oitavo tempo, mesmo errando um pouco. Tive um problema na suspensão traseira que comprometeu bastante, mas no fim do dia consegui trocar a suspensão, então largo tranquilo amanhã. Também troque o pneu traseiro e a moto está pronta pra gente tentar um melhor desempenho amanhã e ajudar o Brasil a conquistar um bom resultado. Acho que o fato de andar no mesmo percurso que andamos hoje ajuda também, a gente pode forçar um pouco mais – resumiu Bottrel.

Nesta terça-feira, 29, os pilotos enfrentam novamente o mesmo percurso do primeiro dia, com duzentos e cinquenta e nove quilômetros de prova.