Carlos Campano tem retrospectiva favorável, mas Chatfield, Wellington e Balbi querem desbancar espanhol na segunda etapa do Brasileiro de Motocross em Canelinha

A quinta-feira, 26, amanheceu chuvosa na região de Canelinha, cidade catarinense que recebe a segunda etapa do Brasileiro de Motocross no próximo fim de semana, dias 28 e 29 de abril. 

A previsão do tempo diz que a chuva deve permanecer até domingo, quando os raios de sol deverão voltar a aparecer ao longo do dia. Mesmo com mau tempo, a expectativa de arquibancadas cheias, como é tradição no Motódromo Arthur Jachovicz, se mantém.

A pista, que preserva as características desde a realização do GP Brasil do Mundial de MX de 2009, está sendo “tratada” desde o início da semana, como informou Onílio “Kiko” Cidade, presidente da Federação Catarinense de Motociclismo (FCM), em nota divulgada pela Confederação Brasileira de Motociclismo (CBM).

O BRMX Broadcast fará transmissão ao vivo e em áudio das provas de domingo, 29, com narração de Cale Neto e comentários de Keu Lerner. A programação começa com o BRMX Warm-up – debates e entrevistas – às 9h30, e se estende até a entrega da premiação, no fim do dia.

Retrospectiva favorável, mas sem perder foco 

Espanhol estreou na equipe de Florianópolis com vitória em Canelinha em outubro de 2011 – Foto: Elton Souza / Arquivo

Carlos Campano – Yamaha Grupo Geração Monster Energy Circuit – acumula uma sequência de seis vitórias na categoria MX1 em solo brasileiro desde sua estreia no país, em outubro do ano passado. O debute se deu exatamente em Canelinha, no Desafio Lationamericano de Motocross, seguido pela vitória na Super Final do Brasileiro de Motocross 2011, em Siqueira Campos, Paraná.

Nesta temporada, o espanhol faturou as quatro etapas de campeonatos nacionais disputadas até o momento: três da Superliga Brasil de Motocross e uma do Brasileiro de Motocross. Esta última, com uma atuação que impressionou o público de Carlos Barbosa, Rio Grande do Sul, depois que o piloto levou sua Yamaha da última posição no início da segunda bateria para o lugar mais alto do pódio.

Com residência fixa em São José, na Grande Florianópolis, o espanhol está praticamente em casa, e deve contar com o apoio da torcida.

– Gosto bastante da pista, que é mais técnica entre as demais que conheci no Brasil. Tem seção de costelas em curva e um triplo grande. É uma pena que ninguém possa treinar nela – diz o piloto.

Campano, no entanto, sabe que a liderança o coloca na posição de alvo a ser atingido.

– Tenho que me concentrar e dar o máximo. Em Recife (na terceira etapa da Superliga Brasil de MX), Balbi, Jean, Leandro e Wellington, além de Adam, que teve uma má sorte, mostraram que estão mais fortes a cada corrida – completa.


Adversários preparam artilharia

Chatfield venceu a classe MX2 em Canelinha no ano passado, pela terceira etapa do Brasileiro MX – Foto: Elton Souza / Arquivo

Em segundo lugar na classificação da MX1 está o inglês Adam Chatfield – IMS Honda Pirelli Vulcano – que na atualidade é um dos poucos pilotos a ameaçar a soberania espanhola. Se boa recordação de Canelinha conta ponto no fim de semana, Chatfield traz na bagagem a vitória na MX2 na temporada passada, pela terceira etapa do Brasileiro de Motocross. 

– Estou muito confiante para a etapa em Canelinha, onde tive muito sucesso no ano passado. Gosto muito da pista e tenho treinado em circuitos parecidos. Tenho feito vários pódios, mas, desta vez, quero o lugar mais alto – comenta o inglês.

Chatfield também conta que tem uma ligação particular por Canelinha.

– Gosto muito daquela pista, foi meu amigo Justin Barclay (responsável pelas pistas do Mundial de Motocross FIM) quem a construiu – comenta.

O melhor brasileiro na classificação é Wellington Garcia, piloto Honda Mobil, destaca o papel do público em Canelinha.

– O circuito é tradicional e foi palco de etapas dos campeonatos Brasileiro e Mundial. Um dos diferenciais é a torcida. Ela incentiva bastante os pilotos. Todos sabem que um grande público é fundamental para se fazer um grande evento – afirma.

Antonio Balbi Júnior, atual campeão brasileiro na MX1, ocupa o 14° lugar na classificação depois de um início difícil em Carlos Barbosa. Sua meta em Canelinha é a recuperação.

– Definitivamente não foi a estreia que eu gostaria, mas, venho trabalhando para correr atrás do prejuízo. Obtive um bom resultado na última disputa da Superliga e no fim de semana passado, venci no Paraguaio – comenta.

Balbi ainda aponta a lesão no ombro esquerdo como uma das dificuldades neste início de temporada. 

– Apesar de ter que lidar com a dor, pois sofri uma compressão leve no úmero do ombro esquerdo, tento manter o pensamento positivo. Vou para fazer o meu melhor – explica o piloto da Pro Tork 2B Kawasaki Racing.

Balbi Júnior venceu a etapa de Canelinha na classe MX1 do Brasileiro de Motocross no ano passado – Foto: Elton Souza / Arquivo

Classificação:

MX1
1) Carlos Campano – 50 pontos 
2) Adam Chatfield – 44 pontos
3) Wellington Garcia – 38 pontos 
4) Leandro Silva – 38 pontos 
5) Marcello “Ratinho” Lima – 29 pontos