Bastidores de Gustavo Pessoa entre as etapas do AMA Motocross

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bastidores de Gustavo Pessoa
Gustavo Pessoa disputa a categoria 250

 

Gustavo Pessoa segue a sua busca por bons desempenhos no AMA Motocross 2107. Depois de correr em Hangtown, Glen Helen e Muddy Creek, o paulista pega a estrada nesta quarta-feira, 28, rumo a RedBud, pista que fica em Buchanan, Michigan.

Ele, seu pai Douglas e Fabio Aleixo saem do Tennessee, de furgão, para uma viagem de aproximadamente 10 horas para treinar na quinta-feira próximo da pista da 6ª etapa, em Michigan. Abaixo, você confere um pouco dos bastidores de Gustavo Pessoa nos EUA.

– Os lugares são todos longe aqui. Nós não temos uma base fixa como os pilotos pró. Para se ter uma base fixa, é preciso que o time mande as coisas via terrestre e o piloto vai de avião. Isso seria o ideal, mas estamos com o piloto junto, o que acaba prejudicando a performance na corrida – explica Fabio Aleixo.

O atleta da Honda IMS Racing tem vivido o drama de ser piloto privado nos Estados Unidos. Na rodada passada, vazou óleo da suspensão de sua moto e, nas corridas profissionais dos EUA (diferente das amadoras) não têm empresas de suspensões dando suporte, conforme relatou Fabio. Coube a eles encontrarem uma solução.

– Vazou o retentor já no treino. Mas não é como no Brasil que tem o Serginho que faz. Só tem os times pró, e eles trocam a suspensão inteira. É até proibido dar, vender, está no livro de regras. Gustavo correu preocupado. Aí, no domingo tinha corrida dos amadores, na mesma pista, e eu corri e fui procurar indicação de onde poderia arrumar. Olhei pra um cara, mexendo num pneu, perguntei. Ele tinha uma oficina de Honda e está nos dando uma força enorme, ajudando inclusive com pista para treinar – conta Aleixo.

Rumo a sua quarta corrida de AMA Motocross, Gustavo conta que ainda sente um pouco de frio na barriga. Mas sabe que está andando bem.

– Larguei bem na primeira bateria, junto com o pelotão, mas no começo fiz a curva, bati com um cara na canaleta, os dois caíram. Vim de trás, caí de novo, tive que buscar. E não é fácil. Na segunda bateria, caí na largada e a galera foi. Vim buscando e terminei em 23º. Tem que largar bem. Muito difícil cair e ter que recuperar. Negócio é manter as duas rodas no chão, não cair. Andei bem, mas as quedas me atrapalharam – diz Gustavo.

– O fato de não ter participado das outras (terceira e quarta etapa), de ter dado esta pausa, senti tudo novo de novo. Não consegui treinar direito na semana, estava chovendo, só treinei na pista da corrida e os treinos são bem curtos, é tudo em um dia só. Mas, aqui se aprende todos os dias. É aprendizado pra vida inteira, não apenas no motocross – completa Gustavo.

No próximo sábado, 1º de julho, a disputa será em RedBud, pista que o brasileiro conhece bem pelos vídeos.

– É uma pista bem grande, bem difícil. Sou apaixonado por aquela pista, não vejo a hora de ir pra lá. Tem um terreno meio arenoso. E tem o salto do Larocco, que é gigante, que talvez seja o que mais chama a atenção – finaliza Gustavo.

Além dele, em RedBud os brasileiros terão ainda o paranaense Pepê Bueno fazendo sua estreia entre os profissionais do AMA Motocross – veja mais sobre Pepê Bueno clicando aqui.

 

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