Balbi Junior relembra vitória em Pedra Bonita e se diz confiante para brigar pelo título brasileiro em 2014

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Balbi Junior tenta o pentacampeonato brasileiro – Foto: Mau Haas / BRMX

 

Um mês depois da vitória de Balbi Junior em Pedra Bonita, Minas Gerais, na segunda etapa do Brasileiro de Motocross 2014, o BRMX traz uma entrevista que fez com o pilotos dias depois do triunfo.

É lógico que este material já deveria ter chegado até você, mas como ainda não rolou a terceira etapa do campeonato, cabe a publicação. Como diria o velho jargão das redes sociais, “old but gold”.

Confira o que disse o piloto que está na terceira posição do campeonato, tentando ultrapassar os gringos Jetro Salazar e Carlos Campano.

Divirta-se!

 

Você voltou a vencer no Brasileiro de Motocross depois de 11 meses. A confiança agora deve estar lá em cima.
Balbi Junior – Fiquei feliz, foi muito bom para ganhar confiança. Venho trabalhando muito, andando bem, mas sem resultados até então. Sabia que estava no caminho certo, mas estava chegando a um ponto que nem eu mesmo estava acreditando. Ganhar em Pedra Bonita me ajudou a recuperar a confiança.

O que foi diferente?
Balbi Junior – Foi a primeira prova com a moto 2014, e existem algumas diferenças. A baixa dela me ajudou bastante. Mudou pouco, e conseguimos acertar melhor.

A sua largada surpreendeu, principalmente porque depois de fazer a poliposition você escolheu o gate bem por fora.
Balbi Junior – Usei uma estratégia diferente. É bom quando se corre numa pista com espaço, com uma reta de largada grande, curva boa. Fiz uma leitura do terreno, conversei com a equipe. Alguns eram contra, mas mantive a ideia (de ir por fora) e deu certo. Eu e Mariana tínhamos uma estratégia diferente. Eu queria que ela largasse lá também, mas ela insistiu ir por dentro. Quando vi que ela não foi muito bem por dentro, tive certeza (que iria por fora).

Como foi fazer o holeshot?
Balbi Junior – Naquela reta cheguei a colocar quarta (marcha) por fora. Mantive a aceleração e fui. Lembrava um pouco, guardadas todas as proporções logicamente, a Taladega, de Glen Helen. Claro que não se compara, mas tinha alguma semelhança e era segura, tanto que não deu nenhum acidente de largada.

 

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Balbi indo por fora na largada! – Foto: Mau Haas / BRMX

 

A pista te agradou então?
Balbi Junior – Fiquei muito satisfeito com a pista. Na própria (transmissão da) ESPN deu pra ver imagens bonitas. O motocross brasileiro precisa de pista boa. Eu gostei.

A disputa com Campano foi bem intensa.
Balbi Junior – A pista endureceu bastante para a segunda bateria. Na primeira, larguei mal e pude estudar. Na segunda, estava na primeira volta e o Campano já estava tentando me passar. Em nenhum momento pude andar em uma linha pra ser mais rápido. Não consegui achar um traçado. Tive que me defender. Ele era mais rápido numa parte e eu na outra. Estava igual um jogo de baralho. Ele me passou, tentei dar o troco e errei. Pensei em estudar. Ele errou uma saída de curva e me aproximei. Tentei ir por dentro, numa linha que não tinha passado antes e caí.

Mas você sentiu que pode andar na frente, é isso?
Balbi Junior – Ele está numa excelente fase. Acho que eu 100%, podemos brigar. Na primeira bateria, eu vim de trás, passei e abri vantagem. Deu pra ganhar confiança. Estou bem, minha preparaçãoo física está boa. Quando caí na segunda bateria, achei que não dava mais pra buscar. Cair no fim da bateria, depois de um intervalo pequeno da primeira pra segunda… mas consegui passar Jean (Ramos) e (Jetro) Salazar e terminei inteiro. Me mostrou que estou no caminho certo.

A briga pelo título segue aberta…
Balbi Junior – Vamos prova por prova. Ano passado me preocupei demais com campeonato e não deu certo. Não quero me por esta pressão. E o campeonato está muito disputado. Tinha 12 caras pra ganhar a categoria. Por mais que não tenhamos um gate cheio, temos muitos pilotos bons. O Adam uma hora vai voltar (nas duas primeiras rodadas correu com o ombro em recuperação), o próprio Kyle (Regal) se vier novamente, vai incomodar.

 

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Vitória e comemoração em casa – Foto: Mau Haas / BRMX

 

Acha que ele pode vencer aqui?
Balbi Junior – Esse cara já fez provas brilhantes, já fez pódios. Mas é diferente correr no Brasil. Eu reaprendi andar de moto nos EUA, e aqui é chão duro. Ele sofreu, não se sentiu seguro e tirou a mão. Americano é assim. Se não sente segurança, não arrisca. Todo mundo estava com medo. Todo mudo quer evitar falar de acidente. Tentamos bloquear esses pensamentos. Aí chegamos lá na véspera da prova e só se falava nisso. No sábado fui dormir chateado. É muita coisa em jogo. Que bom que conseguimos nos mobilizar. Por mim, se for necessário não largar, não largamos. As coisas têm que mudar.

Você acha que a situação foi bem resolvida?
Balbi Junior – Acho que foi bem resolvida. O que pedimos, eles atenderam. Mas já sabiam antes que precisava. Eu cheguei a avisar. No fim, foi bem resolvido, mas não pode se repetir. Tivemos uma reunião falando que de agora em diante tem que ter esse helicóptero em todas as provas. Que bom que a gente brigou por isso e o problema do Leandro (Silva) foi amenizado. Conseguimos uma vitória. Temos que continuar pegando duro.

 

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