A tope!

Yamaha

Hola amigos!

Sou Carlos Campano e a partir de agora contarei a cada mês como é minha vida no Brasil graças a este espaço que o BRMX me ofereceu para que vocês me conheçam um pouco melhor.

Este ano tem sido muito positivo para mim. Depois de ganhar o Campeonato Espanhol de MX2 e MX1 e ser campeão do mundo na MX3 em 2010, o ano de 2012 apresentou uma mudança radical na minha carreira. Deixei a Europa para competir toda temporada no Brasil, na Superliga, Arena e Brasileiro.

Tive que me adaptar a novos rivais, novas pistas, e corridas muito diferente das que estava acostumado. O aprendizado tem sido bem divertido.

Minha equipe, Yamaha Grupo Geração Monster Energy Circuit, tem trabalhado muito para que eu esteja na minha melhor forma. A cada corrida evoluímos, e acredito que neste momento somos uma grande equipe. Na primeira corrida não tínhamos nada, e agora temos uma grande estrutura pronta para a vitória.

A vida em Florianópolis me encanta. O clima, as pessoas. É uma cidade muito parecida com Sevilla, de onde eu sou, mas em Sevilla não tem praia! 🙂

É suficientemente grande para se fazer de tudo, mas não tão grande ao ponto de te estressar como São Paulo :). Quando vim, vim com a minha namorada, e todos nos trataram maravilhosamente, e nos sentimos em casa em Santa Catarina.

As corridas não poderiam ter sido melhores. Ganhamos a Superliga e o Brasileiro. Me senti bem nas pistas brasileiras e, apesar de uma lesão, pude dar o máximo e dar os títulos à minha equipe.

O Arena Cross não começou muito bem, mas também não me desesperei muito. Era algo que eu nunca havia corrido, então sabia que iria custar a me adaptar.

Nas duas primeiras corridas só ganhei uma bateria e tive que abandonar outra com o manillar roto, perdendo muitos pontos. Mas, com um tempo de folga por causa do MXoN, voltei à Europa para ajudar ao time brasileiro nesta prova, que tenho muita experiência. A pista de Lommel, na Bélgica, é a mais difícil do mundo, e por isso acredito que Faria, Gentil e Müller fizeram um grande esforço e apenas o azar de alguns tombos os privaram de melhores resultados. Deram o máximo, e evoluíram muitóssimo!

Deixo aqui meus parabéns para os pilotos e a Cesinha e Cacau por conseguirem que o Brasil estivesse no maior evento de motocross com uma infraestrutura incrível.

Depois do MXoN, fui a Sevilla e treinei “a tope” (ao máximo, com todas as forças). Conseguimos encontrar uma pista semelhante a do Arena Cross e comecei a me sentir muito melhor pilotando.

Voltei ao Brasil com meu irmão para a terceira etapa, em Indaiatuba. Fui muito melhor e consegui ganhar as duas baterias, subindo para segundo no campeonato, oito pontos atrás de Adam Chatfield.

Agora faltam duas corridas para terminar o campeonato. Durante estas semanas, trabalharemos muito para tentar terminar o ano ganhando mais um título. Vai ser difícil, mas estou muito motivado.

Em breve contarei mais sobre a preparação, sobre as corridas, e como aproveito meu tempo livre aqui em Floripa.

Un abrazo a todos!

Nota da redação BRMX: Convidamos Carlos Campano para ser blogueiro do BRMX por várias razões. O cara é campeão mundial, tem vasta experiência nas corridas europeias, conhece os meandros do Mundial MX e veio ao Brasil mostrar todo seu talento. Mais do que isso, se mostrou um camarada, uma pessoa gentil, dedicada, educada. É, mais do que tudo, um grande “compañero”. 

Aproveite. Leia o que ele tem a dizer. Aprenda! 

Em tempo: a expressão “a tope” foi uma das primeiras coisas que ouvimos da boca de Carlos quando ele chegou ao Brasil. Quem já conversou com o espanhol, sabe que a cada pouco ele fala “a tope”, querendo dizer que fez algo com todas as forças, com toda vontade do mundo, com velocidade máxima.   
Yamaha