Roman Jelen: porque Gajser ganhou e porque o “velho Cairoli” deve voltar a andar bem a partir do próximo GP

NOTA DA REDAÇÃO: Roman Jelen está de volta para comentar a quinta etapa do Mundial de Motocross, realizada no México, há uma semana. Agora a competição vai para a Europa, e o esloveno tem boas observações para você. Confira!

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A pista e a MX2

A pista no México é de um chão muito duro. Acho que a organização fez um bom trabalho, já que é complicado trabalhar em um chão assim. Especialmente nas segundas baterias, a pista estava muito dura e escorregadia, e as canaletas das primeiras baterias secaram e ficaram mais duras e perigosas. Algumas linhas mudaram, e por isso vimos alguns pilotos buscando traçados fora das linhas anteriores.

Herlings continua sua jornada rumo a temporada perfeita. Ele andou bem como sempre, mas com mais cuidado. Não puxou tanto o ritmo como costuma fazer porque estava fácil errar e cair, como aconteceu com Pauls Jonass na primeira bateria.

>>> Confira a classificação do campeonato

Foi legal ver o espanhol Jorge Zaragoza lá na frente por alguns momentos. Este garoto tem alguns altos e baixos na sua carreira por causa de lesões, mas é, definitivamente, um piloto muito talentoso.

O russo Vsevolod Brylyakov foi a surpresa do GP do México. Gosto da pilotagem dele, do estilo, e de como ele muda de traçado antes das ultrapassagens. Podemos notar o quanto Tommy Searle tem ajudado ele com suas técnicas.

 

 

MXGP

 

Tim Gajser mostrou uma pilotagem espetacular outra vez. Sei que pistas como esta “casam” com ele, já que temos muitos circuitos duros na Eslovênia, mas na primeira bateria ele terminou em segundo mesmo com a lateral da moto danificada e problemas no freio traseiro a partir de 15min, quando uma pedra travou o dispositivo.

Na segundo bateria a pista estava ainda mais traiçoeira porque eles molharam, e ficou muito desafiadora. Tim é bom em pista molhada. Ganhou a bateria e o overall.

Febvre andou muito bem, mas acho que ele se surpreendeu com a velocidade de Tim na segunda bateria. O ritmo dos dois está muito louco.

Cairoli brigou muito, especialmente na segunda bateria. Não era o Tony que conhecemos. Parecia que só queria sobrevier àquela corrida. Por algum motivo, ele não encontrou seu ritmo no México. Mas acho que voltando para a Europa, veremos mais do “velho Tony”.

Vimos também Desalle voltando a sua forma. É difícil para alguns pilotos quando voltam de lesão. E Clement é um deles. Sabemos que ele pode disputar as primeiras posições, mas ainda não teve a chance de mostrar na Kawasaki por causa das lesões.

Nagl é outro que precisamos ficar de olho. Depois de começar mal a temporada, está melhorando a cada corrida.

 

Análise final

Há muito trabalho mental na MXGP, e alguns pilotos ainda não se encontraram neste sentido. Com certeza, as lesões são as razões para alguns como Cairoli, Desalle, Strijbos e Townley. Para eles, e para muitos outros, o campeonato começará agora, com as corridas na Europa.

O próximo GP será em Kegums, na Letônia, uma pista de solo macio. Por isso veremos muitos treinando e competindo em regionais na Bélgica. Também veremos mais pilotos no gate do que no México. E ainda veremos mais um esloveno na pista, o Klemen Gercar #62.

Até a próxima!

Braaaap!

Roman Jelen

 

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