“Me senti como um profissional”, diz Enzo Lopes após Monster Energy Cup

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Enzo agora é treinado por Brett Metcalfe – Fotógrafo: Mau Haas / BRMX

 

Enzo Lopes, 17 anos, estreou nas corridas de estádio na Monster Energy Cup 2016. Convidado pela terceira vez para o evento em Las Vegas, Estados Unidos, esta foi a primeira vez que o brasileiro encarou uma pista de supercross profissional, em frente a milhares de fãs do esporte e pilotos profissionais.

Em termos de resultados, Enzo comemora o bom desempenho no treino e na primeira bateria da noite, além da evolução de sua pilotagem em pistas de supercross. Lamenta as largadas ruins e a lesão na clavícula após tombo na segunda bateria.

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Depois da corrida, voltando para sua casa na Califórnia, ele contou ao BRMX alguns detalhes sobre a participação. Confira!

 

BRMX: A torcida brasileira ficou preocupada com seu tombo na segunda bateria. Como aconteceu?
Enzo Lopes: Caí não sei nem como. Era um salto pequeno, virei pra frente e machuquei a clavícula. Faz parte. Agora vou ao médico ver a gravidade da fratura. Espero poder voltar logo. Quero correr o Mini Os (na segunda quinzena de novembro).

BRMX: Como foi a experiência de correr a Monster Energy Cup?
EL: Estava muito feliz, me sentindo bem na pista apesar das largadas não terem sido boas. Na primeira bateria, poderia ter feito até um quinto, mas errei umas seções e perdi o contato. Estava sempre junto com o #37 (Sean Cantrell), estava na mesma velocidade. No treino, fiquei 0,8 (décimos de segundo) do primeiro, é quase nada. Foi uma experiência incrível. Me senti como um profissional. Fazer o “track walk” junto com os caras, o Roczen caminhando do lado. A sensação de estar no gate, naquela largada lá do alto, vendo o estádio cheio de fãs, é algo inexplicável.

BRMX: Você se adaptou bem à pista? Sentiu alguma dificuldade?
EL: A pista em si não era muito difícil, mas a largada era em um piso estranho. Nunca larguei em cima de algo assim. Não era concreto. Não consegui me adaptar. Descia de cara, foi difícil. Mas as seções eu fiz todas, fiz o triplo na primeira volta, fiz uma espécie de quádruplo que tinha pra dentro da parte de areia. Deu tudo certo.

BRMX: Ficou nervoso com toda aquela atmosfera de fãs, pilotos profissionais, equipes?
EL: Estava bem tranquilo até. Foi de boa. Esta foi a terceira vez que fui chamado, só que apenas a primeira vez que fui. Me arrependo de não ter ido nas outras duas porque a experiência é enorme. É uma prévia do AMA Supercross. Foi muito bom para meu crescimento profissional.

BRMX: O australiano Brett Metcalfe está treinando você. O quanto ele tem ajudado?
EL: Estou treinando com ele faz um mês. Está sendo incrível. Ele sabe muito, e tem a mesma experiência de ter vindo de outro país para correr nos EUA. Conhece todo mundo, está me ajudando muito. Se não fosse ele, não estaria andando supercross tão bem.