Primeiras impressões do GP da Argentina 2015

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Largada com curva para esquerda – Foto: Mau Haas / BRMX

 

Chegamos. Foi um tanto demorado, mas aportamos em Villa la Angustura ao meio-dia desta quarta-feira, 25. A pequena cidade com ar de montanha e construções ao melhor estilo “estação de esqui” está a cerca de 1h de viagem de carro saindo de Bariloche (onde chegamos na segunda-feira à noite), por onde passa a maioria das pessoas que vão ao MXGP (através do aeroporto). Na manhã desta quarta, por exemplo, chegaram Antonio Cairoli, Jeremy Van Horebeek, Jusé Butrón e outros pilotos e mecânicos.

A pista está pronta, mas a estrutura segue sendo montada. Em termos de infra, o GP argentino se apresenta parecido com os últimos GPs brasileiros. O box, a área dos mecânicos e até a pista têm semelhanças no traçado, apesar do terreno ser bastante peculiar. Se trata de uma terra arenosa, escura e macia, o que deve proporcionar muitas canaletas e buracos. Já o traçado tem semelhanças com as pistas do Beto Carrero e Trindade, com curvas descompensadas, “seções de supercross”, largada um tanto curta e mesas.

Uma das grandes diferenças em relação ao Brasil é o modo como o público verá as corridas. Há apenas uma área VIP atrás da largada, enquanto o restante das pessoas assistirão as provas em pé, ao redor da pista, podendo ver a corrida de diversos pontos. O local é todo arborizado, na encosta de uma montanha rochosa, e isso traz um clima seco e frio. No sol faz calor, mas à sombra e com vento, é preciso usar casaco. A previsão é que o clima se mantenha assim até o fim das corridas.

As caixas com as motos já estão no local (algumas foram enviadas direto da Tailândia), assim como os caminhões da empresa que fará a transmissão das corridas – você pode acompanhar clicando aqui ou pelo canal Bandsports, que transmite na tv por assinatura.

Vale lembrar que o ingresso custa 540 Pesos Argentinos (cerca de 150 Reais) e o ingresso para o box custa mais 200 Pesos Argentinos (aproximadamente 55 Reais).

 

Notícias de última hora

A notícia mais recente sobre o GP da Argentina é que o belga Kevin Strijbos está fora por causa de uma lesão. A caixa da moto dele está aqui na Argentina, mas o piloto não vem porque passou por uma cirurgia para curar uma tendinite. Ele deve ficar afastado das pistas por três semanas.

 

Fotos GP Argentina

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Solo arenoso – Foto: Mau Haas / BRMX

 

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Oscar Piva, argentino fã de motocross, está em Bariloche desde segunda – Foto: Mau Haas / BRMX

 

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Área VIP é o único lugar “construído” para abrigar público – Foto: Mau Haas / BRMX

 

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Estrutura da pista em construção – Foto: Mau Haas / BRMX

 

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Público assistirá as corridas neste bosque – Foto: Mau Haas / BRMX

 

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Área de box – Foto: Mau Haas / BRMX

 

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Lojinha do MXGP – Foto: Mau Haas / BRMX

 

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Sala de imprensa – Foto: Mau Haas / BRMX

 

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Caixas das motos estão no local – Foto: Mau Haas / BRMX

 

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Parte dos pilotos chegaram nesta quarta-feira pelo aeroporto de Bariloche – Foto: Mau Haas / BRMX

 

 

Sexta
10h – vistorias nas motos
15h – vistoria na pista

Sábado
8h30 – briefing com os pilotos
10h45 – treino livre MX2
11h15 – treino livre MXGP
12h50 – gravação de câmera onboard para mostrar a pista
13h – treino classificatório MX2
13h35 – treino classificatório MXGP

15h10 – corrida classificatória MX2
16h – corrida classificatória MXGP

Domingo
10h20 – warm-up (aquecimento) MX2
10h40 – warm-up (aquecimento) MXGP

12h15 – corrida MX2 / 1ª bateria
13h15 – corrida MXGP / 1ª bateria

15h10 – corrida MX2 / 2ª bateria
16h10 – corrida MXGP / 2ª bateria

 

Transmissão ao vivo

Há duas maneiras práticas de acompanhar as corridas do Mundial de Motocross. Pela internet – neste link – pagando pela transmissão oficial, ou pelo canal de TV por assinatura Bandsports – acesse aqui a programação da emissora.

 

Um pouco mais de bastidores

A terça-feira, 24, foi nosso dia de folga. Aproveitamos para conhecer algumas coisas em Bariloche, como o Cerro Otto e o Cerro Catedral, duas montanhas que no inverno ficam cobertas de neve. No Catedral está a principal estação de esqui da cidade, que nesta época do ano é possível subi-la caminhando (grátis) ou pelas cadeiras/teleférico (pagando cerca de 50 Reais).

Para nossa surpresa, encontramos uma turma de Massarandura, Santa Catarina, que veio viajando de moto para ver o MXGP no pé do Cerro Catedral. Eles nos deram a dica para irmos ao Cerro Otto, onde nos divertimos muito com uma vista exuberante do lago Nahuel Huapi antes de ir a um bar de gelo, igualmente divertido, tomar algumas cervejas geladas.

Há muito o que se fazer na região, desde visitas a lugares naturalmente maravilhosos a experimentar comidas e bebidas locais, de carne a sanduíches ou chocolates, ou de cervejas a chás, passando por licores e vinhos.

 

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Galera brasileira no Cerro Catedral – Foto: Christine Wesendonk / BRMX

 

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Treking em Villa La Agostura leva até vista panorâmica do lago – Foto: Mau Haas / BRMX

 

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Árvores de copas altas são características da região – Foto: Christine Wesendonk / BRMX

 

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Una cerveza por favor? Bar de gelo – Foto: Mau Haas / BRMX

 

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Aproveitando a internet do Café Viejos Tiempos para trabalhar 🙂 – Foto: Christine Wesendonk / BRMX