Por trás da máquina: Max Balbi também fez história no AMA SX, AMA MX e MXoN


Max e Balbi Júnior são os brasileiros com maior número de participações no Motocross das Nações – Foto: Elton Souza / BRMX 

O personagem da série “Por trás da máquina” desta semana carrega um sobrenome que ganhou destaque no motocross brasileiro e internacional na última década. Entre Jorges e Mariana, Max é o quarto elemento da família Balbi a ocupar importante espaço no cenário do esporte nacional. 


Aos 26 anos, ele é responsável por inserir no Brasil a postura e estilo de trabalho importados dos Estados Unidos. O fone para comunicação por rádio é marca registrada de Max nos pitlanes brasileiros. Mas, ele garante que o profissionalismo aprendido com os gringos vai além dos estereótipos.

– Aprendi nos Estados Unidos como funciona uma equipe de verdade. No Brasil, se conta nos dedos quais times trabalham com sistema profissional. Digo isso me referindo a tudo, desde estrutura até logística de viagens – avalia o integrante da equipe Pro Tork 2B Kawasaki Racing.

Max começou a trabalhar na oficina de Antonio Jorge Balbi, o pai, quando tinha nove anos. Com a mesma idade de Mariana, enxergava no primo cinco mais velho o exemplo e a referência.

– Sempre me espelhei no Jorginho como meu irmão mais velho. Ele é o exemplo de disciplina que eu não tinha nos treinos como piloto. Por isso, decidi largar essa vida e me dedicar como mecânico – comenta.

Balbi Júnior também descreve o primo como seu irmão.

– É muito bacana a amizade que a gente tem. Vivemos coisas de irmão. O Max é muito profissional, o que me deixa tranquilo, pois sei que minha moto está em perfeita condições sempre que eu precisar – afirma Balbi.


Primos e “irmãos”, Balbi Júnior e Max formam a “dupla dinâmica” no motocross brasileiro – Foto: Elton Souza / BRMX

No fim de 2004, aos 17 anos, Max tomou a decisão de encerrar a carreira sobre a moto para se dedicar em tempo integral à especialização como mecânico. No ano seguinte, disputou sua primeira temporada completa ao lado de Balbi Júnior na Yamaha. O primeiro contato com o universo do AMA Supercross aconteceu no ano seguinte, quando acompanhou o primo em sua estreia numa temporada completa nos Estados Unidos. 

– Aprendi muito com Allan Brown na MotoXXX. Aqueles anos serviram como uma escola para mim. Tanto que até hoje mantemos um bom contato com ele, e vários itens da moto do Balbi são preparados pelo próprio Allan Brown – expõe.

Max também comenta que, como todos os pilotos que buscam uma pré-temporada nos Estados Unidos, ele também programa seu “treino” no AMA Supercross. Em 2012, com Balbi Júnior lesionado e fora da competição, fez parte do staff da TiLube trabalhando na moto de Nick Wey.

– Meu principal objetivo nessa pré-temporada nem é tanto pelo dinheiro que se recebe, mas para conhecer e testar as evoluções em equipamentos que muitas vezes nem chegam ao Brasil – explica. 

Para Max, mecânico é tão merecedor das honrarias por títulos quanto são os pilotos. Portanto, ele comemora e coleciona cada conquista em conjunto com Balbi Júnior. Ao lado do primo, ele tem marcas como a vitória na Heat 1 em Daytona pelo AMA Supercross 2008, mesma prova em que conquistou o quinto lugar no Main Event. No mesmo ano, a dupla emplacou o quarto lugar no AMA Motocross em Unadilla.

Max também acumula, assim como Balbi Júnior, cinco participações em Motocross das Nações. Conquistou ao lado do primo a primeira classificação brasileira para a Final A em 2007, em Budds Creek, Estados Unidos. No ano seguinte, em Donington Park, Reino Unido, trabalhou para que Balbi Júnior registrasse o oitavo lugar na MX3, ajudando o Brasil a terminar na 14ª posição geral.

– No país, falta mão de obra qualificada. Mecânico é campeão com o piloto, mas é pouco valorizado no Brasil – justifica.

Depois da pré-temporada 2012 nos EUA, Max Balbi está pronto para os campeonatos no Brasil – Foto: Elton Souza / BRMX