MXGP: Nagl fala da transição para a TM após estrear com top 10 na Argentina

Max Nagl é a grande aposta da equipe oficial de fábrica da TM no Mundial de Motocross

 

Max Nagl fez a sua estreia pela equipe oficial de fábrica da TM no domingo, 4, durante o GP da Argentina, primeira etapa do Mundial de Motocross 2018.

E estreou com top 10 na classificação final, depois de finalizar a segunda bateria na oitava posição.

Após temporadas com as equipes KTM, HRC Honda e Husqvarna, esta primeira corrida com a TM MX 450FI foi uma espécie de teste inicial de desenvolvimento de trabalho para o experiente piloto alemão.

Durante a pré-temporada, a marca italiana foi injustamente rotulada como “última opção” para os pilotos da categoria MXGP, mas o modelo MX 450 é conhecido por ter um motor poderoso e com capacidade de gerar resultados positivos.

A pilotagem técnica e suave de Nagl pode ser o grande diferencial para as ambições da equipe na categoria MXGP.

Já para Nagl, passar longe do centro das atenções e da pressão de uma grande marca podem ser os diferenciais para estabelecer novamente o seu nome entre os grandes pilotos da principal categoria do campeonato.

Em entrevista ao jornalista inglês Adam Wheeler, o alemão falou sobre estes detalhes e muito mais. Confira!

 

Max, como você se adaptou à TM e a um tipo diferente de moto de motocross?
É diferente de uma moto japonesa, ou de uma KTM ou Husky, mas eu gosto disso. O motor é forte e encontramos um bom acerto para a suspensão e o chassi também é bom. Fizemos ajustes, mas precisamos de mais duas semanas de treinos e testes, porque esta moto é um protótipo, então tudo é novo. Leva tempo, mas a base é boa e eu gosto disso.

 

Você teve que pensar sobre uma orientação diferente para esta temporada? Talvez não pense tão cedo sobre vitórias e pódios?
Sim, no momento eu não sou capaz de andar no mesmo ritmo dos caras de ponta, não consegui treinar tanto neste inverno, a preparação foi mais difícil desta vez. Ainda estamos buscando o acerto ideal e agora precisamos focar uma corrida de cada vez. Continuaremos fazendo testes.

 

Como é a configuração da MX 450FI? Como você quer que seja?
A potência é semelhante às outras motos, mas há muito mais torque e isso é o que eu realmente gosto na 450. Eu gosto do quadro de alumínio, já gostava quando estava na Honda porque ele é mais estável e rígido do que o quadro de aço. A pilotagem é um pouco diferente, tive que mudar um pouco o meu estilo, mas eu gosto disso.

 

Você pilotou para algumas grandes equipes de fábrica, como é a TM em comparação a elas?
Há muito menos pessoas envolvidas em comparação com a HRC ou a KTM, mas isso é bom porque como eu sempre digo: “menos pessoas, menos problemas”. Se eu pedir para mudar algo, eles podem mudar quase que durante a noite. Eles são muito rápidos. A TM é literalmente uma moto de fábrica, porque tudo é fabricado lá em Pesaro (cidade sede da marca), eles não compram nada de fora. Eles podem simplesmente mudar ou fabricar qualquer coisa.

 

Você agora está em um novo “barômetro” para o sucesso? O que constituirá um ótimo resultado?
Pensar em vencer no momento está fora da nossa realidade, mas eu espero que durante o ano seja possível conseguir uma vitória.