OPINIÃO: Motocross na TV é passado. O futuro está na internet

 

Você pode até não gostar de futebol, mas deve saber que o jogo entre Brasil e Argentina, na manhã desta sexta-feira, 9, NÃO passou na Globo.

Isso aconteceu porque a maior rede de televisão brasileira não entrou em um acordo financeiro com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para tal transmissão.

Qual a solução da CBF? Transmitir pela internet. Os fãs de futebol puderam ver em HD no Facebook, no Youtube, no site da entidade. Na TV, apenas a TV Brasil e a TV Cultura passaram a disputa.

No universo do motocross brasileiro, uma das frases mais escutadas é: “o motocross só vai pra frente o dia que passar na TV”. Outros são mais específicos e enfatizam que “tem que ser na Globo”.

Estão equivocados.

A transmissão ao vivo – com qualidade – é fundamental nos dias atuais, mas não precisa ser na TV. Ela é imprescindível na internet.

O custo para transmitir uma corrida de motocross em um canal de TV paga, por exemplo, beira os R$ 80 mil. Para se transmitir na internet, com excelente qualidade de imagem, com comentarista, narrador, repórter, e toda pompa que se tem na TV, este custo cai pela metade.

Outra vantagem de investir na transmissão pela internet são os números reais de audiência. Na TV você tem estimativa de público. Na internet, é possível medir exatamente quantos assistiram ao evento. Sem falar que o conteúdo segue disponível para quem quiser ver depois “on demand”.

E, mais do que isso, na internet o evento estará disponível para uma gama maior de espectadores, sem ficar restrito àqueles que têm assinatura do “canal x” ou “canal y”. A possibilidade de alcançar mais pessoas é maior.

 

Onde quero chegar?

Sem desmerecer o prestígio da TV porque eu sei que é muito legal ver nosso esporte em canais grandes, o futuro da disseminação do motocross brasileiro está na internet.

Algumas grandes potências já perceberam isso. A NBA transmite pela internet. A ATP (Associação dos Tenistas Profissionais) transmite pela internet. O voleibol mostra seus jogos na internet. Até o futebol (não só neste caso da Seleção Brasileira), e até a própria Rede Globo aposta em sua plataforma digital (Globoplay). O cinema, inclusive, está na internet com a Netflix e outros aplicativos semelhantes.

Voltando ao nosso mundo, os três campeonatos mais badalados do planeta – Mundial de Motocross, AMA SX e AMA MX – têm suas próprias transmissões online.

Este é o caminho que o mx brasileiro deveria seguir para ganhar mais fãs. É mais barato de fazer, não depende de horário na programação, e as pessoas podem ver e comentar nos seus celulares e em suas Smarts TVs.

 

A TV deve ser esquecida?

Não. É importante que os organizadores levem o motocross para dentro das TVs com reportagens, resumos de seus eventos. E, sim, é um trabalho, um investimento que os organizadores de corridas devem fazer. As mídias não-especializadas dificilmente irão atrás do MX, é o MX que precisa ir até elas. Ou então, se você gerar um “buzz” na internet, a TV vai se interessar.

Fica a dica aos organizadores. Investir em transmissão na internet – COM QUALIDADE – é mais barato e vai render melhor resultado.