Ibirubá devolve ao Rio Grande do Sul grande evento de motocross

Ibirubá

 

O estado do Rio Grande do Sul sempre foi um local de grandes eventos de motocross. No histórico mais recente, Carlos Barbosa, na região serrana, fez acontecer algumas das melhores corridas do Brasileiro de Motocross.

Agora, a cidade de Ibirubá, na região central do estado, se coloca no cenário com o Desafio das Estrelas de Motocross, um evento de pré-temporada capaz de atrair os melhores pilotos do circuito.

Com uma premiação superior aos demais campeonatos do Brasil – muito acima do Brasileiro de Motocross e Arena Cross -, atraiu em 2017 nomes como Jean Ramos, Thales Vilardi, Humberto “Machito”, João Ribeiro, irmãos Basso, Leonardo Lizott, e promete atrair todos os ponteiros do país em 2018.

A prova do próximo ano terá mais de R$ 31 mil em prêmios para as categorias MX1, MX2, MX3, MX4, Intermediária 1, Intermediária 2, 50cc, 65cc, 85cc, Nacional e Novatos Importadas.

O evento está confirmado para os dias 24 e 25 de fevereiro, junto das festividades de aniversário do município, que completa 63 anos.

– Venci a MX1 no Desafio das Estrelas em 2017 depois de uma batalha dura com o Jean Ramos durante toda prova. Faltando três voltas, achei uma linha diferente e consegui fazer a ultrapassagem. Muito boa a iniciativa da cidade e o pessoal do Motoclube Papaléguas faz um trabalho muito legal na pista, sempre bem gradeada e molhada – disse Thales Vilardi sobre o evento.

– Fiz uma prova muito intensa e com bastante velocidade, pena q no final errei na ultrapassagem de um retardatário e o Jean acabou levando a melhor. Fiquei feliz pelo meu desempenho pois não é fácil andar junto com o pessoal do Brasileiro de Motocross. E quanto a organização, só tenho elogios porque deixou a pista perfeita auxiliando no show dos pilotos – afirmou Leonardo Lizott.

Maiquel Elias Schiefelbein é um dos representantes do Motoclube Papaléguas, que organiza o evento com apoio da Prefeitura de Ibirubá. Nesta quinta-feira, 7, o BRMX conversou com ele para saber mais detalhes do evento.

Confira!

 

BRMX: Muitos pilotos já comentaram comigo que a tua prova é muito boa, que em 2017 foi muito bom ter participado, que Ibirubá faz um evento modelo.
Maiquel Elias Schiefelbein: Nosso foco é o piloto. Damos uma premiação boa, fazemos uma pista bem tratada, temos o box bem organizado. O piloto aqui é o centro das atenções. E o público lota o evento, vem em peso porque gosta muito de motocross e está em clima de festa pelas comemorações do aniversário do município. Este ano foi um espetáculo bem bacana.

BRMX: Interessante que é a primeira grande prova do ano.
Maiquel: Sim, o evento abre a temporada brasileira. É uma excelente forma de os pilotos fazerem a preparação. Como o Brasileiro é para começar em março de acordo com o calendário divulgado pela CBM, é uma forma de os pilotos tirarem uma temperatura, verem como estão em relação uns com os outros.

BRMX: A pista tem nível profissional?
Maiquel: Nossa pista é menor do que o padrão de uma de Mundial, por exemplo, mas é muito bem feita e bem tratada durante o fim de semana. Ela tem 1.100 metros e não temos como fazer maior porque o espaço não permite, mas o tratamento é muito bem feito e as rampas são bem interessantes. Temos um triplo de 34 metros e uma mesa de chegada de 28 metros, saltos grandes muito bem acabados. Colocamos 12 tratores trabalhando no dia do evento. Os pilotos de todos os níveis se divertem na pista.

 

Ibirubá
Projeto da pista

 

BRMX: E a estrutura em torno da pista, como é?
Maiquel: Nossa estrutura de organização de prova é show, o pessoal trabalha junto mesmo. O box é organizado, quando o piloto chega ele já é encaminhado para o seu espaço, tem sistema de água, luz, gerador de energia, banheiros, lava jato instalado disponível para lavarem as motos. Tem acesso de asfalto até na entrada do box. Teremos praça de alimentação completa também.

BRMX: Questão de regulamento, o piloto pode participar da MX1 e da MX2?
Maiquel: Pode. A MX2 tem uma bateria só, e a MX1 tem duas baterias. As demais categorias têm uma bateria também, mas os pilotos podem andar em várias.

BRMX: Como funciona o “Rei do Desafio das Estrelas”?
Maicon: O piloto que fizer o maior número de pontos no fim de semana ganhará este prêmio. Ele entra na pista, tá marcando pontos. O primeiro ganha 25 pontos mais 5 pontos, chegando a 30. O 20º marca 1 ponto mais os 5 da participação. Então, se ele se inscrever em três, quatro, cinco categorias, ele vai marcar mais pontos (lembrando que tem que completar pelo menos 50% da prova para validar os pontos). Ele vai competir com os ponteiros por este prêmio. E assim vamos encher gate e colocar todo mundo na disputa. O piloto regional pode ganhar de um top neste quesito.

BRMX: Verdade que sai até churrasco para os pilotos?
Maiquel: Na sexta-feira vamos fazer um churrasco de confraternização com os pilotos e equipes, vai ter até música ao vivo. E no sábado vamos servir galinhada de tacho, que neste ano o Valério Netto (narrador) quase morreu de tanto comer (risos). Domingo terá massa com molho para os pilotos almoçarem. Então, quem não quiser trazer grandes estruturas de camping, nem precisa porque teremos tudo.

 

Onde fica Ibirubá?

 

Premiação