Gustavo Pessoa: avaliações sobre o Top 10 no Mundial

Gustavo Pessoa – Foto: ASW Racing

 

Gustavo Pessoa cravou o décimo lugar na segunda bateria da MX2 na etapa da Bulgária do Mundial de Motocross 2018.

Um feito grandioso para quem estreou no circuito neste ano, em uma equipe nova, com moto diferente do que estava habituado. Um feito sensacional para um brasileiro.

No próximo fim de semana, o paulista vai para sua quarta etapa pela equipe Bike It DRT Kawasaki, na Turquia.

Está animado com seu crescimento a cada fim de semana, empolgado com a possibilidade de andar entre os ponteiros no Mundial de Motocross.

Após retornar para a Inglaterra, aonde está vivendo, conversou com o BRMX sobre este momento. Nesta quinta-feira, 30, já viaja para a Turquia com planos de melhorar ainda mais.

 

Balanço da etapa

Fim de semana inteiro foi muito bom, sinto que estou melhorando a cada treino. Na classificatória, estava em 12º, mas a 3min do fim caí e bati a mão. Acabei alinhando em 23º pra domingo e isso prejudicou minhas largadas.

Na primeira bateria, depois de 4 voltas, estava em 13º, aí minha moto deu problema e não tive como voltar. Problema elétrico, desligou. Fiquei chateado, mas são coisas que acontecem. Voltamos para o box, pessoal da equipe correu bastante pra deixar a moto perfeita para a segunda bateria.

Aí larguei muito mal mas vim passando. Escorreguei em uma curva, levantei e vim forte. Era tudo ou nada, puxei muito meu ritmo. Dei mais que meu máximo. E foi muito gratificante no fim ter resultado este resultado de Top 10. Não imaginava chegar nesta posição tão cedo. Claro que a gente sempre quer, coloca como objetivo, mas sei que é difícil. Estou melhorando a cada etapa e tenho muito a melhorar.

Acho que fiz o 6º tempo da corrida (foi o 7º, só perdendo para Prado, Lawrence, Jonass, Watson, Olsen e Rodriguez).

 

Reação da equipe

Gustavo Pessoa – Foto: ASW Racing

 

Eles ficaram muito contentes, acho que não esperavam. Mas o pessoal daqui é mais contido, não é de fazer festa. Deram os parabéns e já vamos para a próxima. “Estamos felizes, vamos trabalhar para a próxima”, era o que eles diziam. Não tinha nenhum brasileiro desta vez junto comigo. Voltei pra casa, liguei pra minha família, que está muito contente. Quando liguei pros meus pais foi a melhor comemoração.

 

Pista de Sevlievo

Na TV não parece, mas descidas e subidas são bem inclinadas, estilo Glen Hhelen. Eu me senti muito a vontade, ela é bem rápida, me adaptei melhor ao estilo do Mundial. Pista comprida, bem diferente das anterioes, menos buracos, mas com bastante canaletas. Tinha que manter o ritmo das curvas pra subir com velocidade. Me lembrou um pouco a de Cachoeiro do Itapemerim (ES). Andei lá quando eu tinha 12 anos, de 80cc.

 

Principais batalhas

Abaixo, vídeo da disputa com Vaessen e Bernardini

O Jacob me passou, passei de volta. O Bernardini brigou comigo um tempo. O companheiro de equipe do Hunter Lawrence também. Mas passei uma pá de gente. Só que os caras são pedrereira, não entregam, te passam, fecham. O nível de concentração é elevado, todo tempo disputando posição. Não dá tempo de pensar em nada.

 

Gripe

(Na entrevista anterior, há uma semana, Gustavo estava um pouco debilitado) – No sábado (na Bulgária), não estava muito bem. Senti o cansaço, dificuldades para respirar. Domingo estava melhor, mas ainda não 100%. Mas acho que até fim de semana estou bem.

 

Moto de corrida

Já foi mais fácil nesta etapa porque já tinha usado na semana anterior. Na próxima corrida acho que já estarei mais adaptado as três marchas.

 

Aprendizado

Agora tenho que evitar as más largadas, repetir das boas largadas da Suíça. De resto, é baixar a cabeça, focar, mostrar meu motocross.

 

Agradecimentos

Gostaria de agradecer a ASW por proporcionar estar aqui realizando meu sonho de competir no Mundial, ao Steve Dixon e a toda equipe, e a minha família, que abriu mão de muita coisa para eu estar aqui.