Entrevista: Jorge Prado e a evolução no Mundial de Motocross

Jorge Prado evolui a cada GP do Mundial de Motocross – Foto: Ray Archer

 

Jorge Prado continua mostrando evolução na temporada 2018, melhorando seus resultados a cada GP do Mundial de Motocross.

Após somar apenas 19 pontos na abertura na Argentina, o piloto da Red Bull KTM fez 2-2 e 2-3 respectivamente em Valkenswaard e Redsand.

No ano passado, ele conseguiu a primeira vitória de sua carreira no GP da Itália, em Trentino, e podemos ter certeza que ele quer repetir a dose em 2018.

Atualmente, Prado ocupa a vice-liderança da MX2 do Mundial de Motocross, com um déficit de 30 pontos para seu companheiro de equipe, Pauls Jonass.

Em Redsand, Prado concedeu entrevista ao jornalista britânico David Bulmer e falou sobre o momento que vive na carreira.

Confira a tradução na íntegra.

 

Jorge, como é correr um GP em casa, na Espanha?
Muito divertido, porque no ano passado não consegui disputar o GP da Espanha. Não é o mesmo sentimento de correr em outros países. Seus fãs locais estão todos ali, apoiando você e isso é diferente. Foi muito bom.

É só no GP da Espanha que você se sente em casa?
Não, também gosto da Argentina, de Valkenswaard, Lommel.

Você mencionou a Argentina e, obviamente, os resultados não foram tão bons quanto você gostaria. Como ficou o campeonato após a primeira etapa?
Bom, é uma longa temporada, não fui bem na Argentina, mas me recuperei em Valkenswaard e Redsand. Aqui na Espanha a primeira bateria foi boa, mas na segunda tive um pouco de dificuldades. Estamos trabalhando duro, mas estou satisfeito. Com certeza todo mundo quer vencer, mas é difícil bater Pauls (Jonass). Ultimamente ele vem pilotando ainda melhor do que o normal. Mas vamos continuar tentando!

 

Foto: Ray Archer

 

Em Valkenswaard você ficou as duas baterias em segundo. Em algum momento você pensou que poderia vencer se tivesse sido mais agressivo?
Eu não preciso ser agressivo. Em Valkenswaard simplesmente não consegui me encontrar. Eu era rápido, estava em boa forma, mas as vezes você não consegue vencer e foi isso que aconteceu. Mas eu estava me sentindo bem e estou feliz com a minha pilotagem.

Você poderia explicar como foram as corridas em Valkenswaard e Redsand?
Eu não fui bem na Argentina, então fiquei feliz de subir no pódio em Valkenswaard e especialmente aqui (em Redsand), porque no ano passado estraguei tudo. Estou muito feliz com os resultados que consegui nos dois últimos GPs. Na Argentina, não me senti à vontade, mas em Valkenswaard e Redsand me senti melhor do que nunca e fui muito consistente. Pauls está andando muito bem e os outros pilotos estão ficando para trás. Então isso significa que estamos indo bem. Estou feliz.

Vocês são da mesma equipe, pilotam a mesma moto, a velocidade é a mesma, o giro é o mesmo, você não pensa que se tiver mais poder do que ele nas retas poderá ultrapassá-lo?
Bem, isso não é MotoGP, então a moto não é a maior diferença. Ok, nós temos a mesma moto, mas temos estilos de pilotagem diferentes, então no fim das contas, quando você está pilotando, você não pensa se sua moto é mais rápida, eu não penso em todas essas coisas quando estou pilotando.

 

Foto: Ray Archer

 

A próxima etapa é o GP da Itália em Trentino, palco da primeira vitória de sua carreira no ano passado. Quais são as expectativas?
Ainda estou muito feliz e, diferente do ano passado, estou treinando mais com Tony (Cairoli) e eu adoro isso. Ganhei meu primeiro GP em Trentino no ano passado, então quer dizer que também sou bom em pistas de chão mais duro. Realmente o tipo de traçado não importa.

Esse ano teremos a volta do GP da Bulgária em Sevlievo. Você já correu lá?
Sim, no campeonato europeu da 65cc, em 2010 e 2011. Venci as duas, mas a de 2010 foi melhor. Naquela época era uma pista que eu adorava, uma das minhas favoritas. Estou motivado e ansioso para correr lá, porque é uma pista que eu gosto.