Brasil no Six Days 2017 – 3º dia

Brasil segue com boa colocação – Foto: Janjão Santiago

 

A equipe brasileira conseguiu concluir bem o terceiro dia de competição e chegar à metade da prova, mantendo o Top 10.

O dia contou com 247 quilômetros, um forte calor, muita poeira e até chuva em alguns pontos. Foram cinco especiais cronometradas, com visuais e percursos incríveis. Os pilotos brasileiros conseguiram superar bem, mesclando velocidade com prudência, já que só agora a prova chega a sua metade.

Rômulo Bottrel, brasileiro melhor colocado no dia, procurou manter a constância e não cometer erros. Para o piloto, a maior dificuldade foi ter que acelerar em percursos que não conhecia, já que não teve tempo para reconhecer as especiais.

– Hoje tentei manter a constância e andar sem cometer erros. Foi bem complicado, porque não fizemos o reconhecimento destas especiais, então a gente entrava e tinha que acelerar sem conhecer o percurso. Foi meio que um voo cego, mas ao final do dia fiquei bem satisfeito, foi um resultado muito bom, não cometi nenhum erro grave que pudesse atrapalhar, temos que ter sempre muito cuidado pra não nos machucarmos e nem estragar a moto. A prova tem sido muito dura, bem difícil, temos surpresas o tempo todo. Acho que a Equipe Brasileira está num ritmo muito bom, estamos muito bem colocados e vamos lutar até o fim pra manter essa posição ou até mesmo melhorar – relatou Rômulo Bottrel.

E se a constância tem sido a palavra mais utilizada pelos pilotos, o mesmo pode-se verificar no resultado acumulado. Ao final dos três dias de prova e depois de quase duas horas de especiais cronometradas, a diferença que separa os pilotos da Equipe Orange é de apenas 47 centésimos de segundo: Rômulo Bottrel tem 1h57m31s53, enquanto Bruno Crivilin soma 1h57m31s99.

Depois de duas quedas ontem e de terminar com muitas dores por causa de sua costela fraturada, Crivilin resolveu fazer uma corrida mais segura neste terceiro dia. Poupou o físico e o equipamento e, ainda assim, foi o mais rápido entre os brasileiros.

– Hoje procurei andar tranquilo, procurando não cometer erros. A fratura na costela segue incomodando, mas está um pouco melhor, não senti tanta dor quanto ontem. Como perdi muito tempo ontem com as quedas e acabei não conseguindo andar forte por causa das dores, procurei não arriscar muito hoje. Mesmo sem forçar tanto, consegui me recuperar um pouco, fui o mais rápido do time, assim como no primeiro dia. Ainda faltam três dias, vou buscar andar seguro, pra não me machucar mais e poupar a moto. Vamos ver como o time vai chegar no final, estamos bastante confiantes – explicou Crivilin.

O quarto dia de prova promete ser ainda mais duro que esses primeiros três dias. Apesar de uma quilometragem menor – serão 223 quilômetros – o tempo de prova será praticamente o mesmo, com mais de sete horas de competição. O percurso desta quinta-feira será repetido na sexta-feira, e terá, assim como nos primeiros dias, cinco especiais cronometradas.